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domingo, 27 de dezembro de 2009

• João 'Capineiro'... meu pai

João 'Capineiro', Meu PaiCOLORADO E PESCADOR (09/07/37 - 15/12/09)

Pelotense, de família numerosa e humilde, meu pai pouco usufruiu da infância, tendo que trabalhar muito cedo. Sem incentivo, não estudou muito. Foi motorista a maior parte da vida – de ônibus, depois de táxi –, também vendedor/representante (viajando pelo RS). Sua maior paixão: futebol. Jogou no extinto time do Planalto, cujas faixas, medalhas e lembranças sempre lhe deram orgulho. Dessa época, sobreviveu o apelido: Capineiro. Era Xavante (Brasil de Pelotas), mas tinha no Colorado (Internacional de Porto Alegre) sua maior paixão. Pescaria era a diversão predileta. Casou-se com minha mãe Loiva aos 22 anos – completariam bodas de ouro no próximo dia 30 de dezembro – e tiveram quatro filhos: eu, Vera, João e Luciana. Deixou seis netos: Priscila, Diego, Lucas, Gabrielle, Nathália, Rafaelle e Luiza.


Meu pai partiu na madrugada do dia 15. Foram seis meses a partir do diagnóstico: câncer de pulmão. Embora desde ano passado ele investigasse a dor que sentia na costela, somente em final de junho um exame detectou a doença, já em estágio avançado. Dr. Luciano, quando conversei a sós com ele, foi claro e objetivo: “... incurável... provavelmente 6 a 10 meses...”. E começou uma grande batalha – aquela que seria a última a ser travada por meu pai.

O que vivemos não é diferente do que vivem milhares de famílias que enfrentam o câncer: susto, medo, reorganização da rotina para lidar com o tratamento e seus efeitos, busca por recursos, corrente de solidariedade, cansaço... Fizemos tudo que estava ao nosso alcance – medicação, quimioterapia, chás, preces, reiki, cirurgia astral, energização etc. Quis muito que meu pai fosse mais um a vencer o câncer. Mas, não foi.

Sabemos que a partida é certa e que em algum momento teremos que nos despedir de alguém que amamos. Contudo, acompanhar o dia a dia, o consumir-se aos poucos, a vida se esvaindo, a despeito de tudo que se faça para mantê-la, é doloroso e muitas vezes julgamos que seja cruel. Sendo terapeuta, uma curadora acostumada a ajudar as pessoas a curarem a si mesmas, foi particularmente difícil lidar com a sensação de impotência que essa experiência me trouxe. “Ninguém merece”, pensava eu. Mas, também agradecia todos os dias pela bênção dele não sofrer com falta de ar nem com dor. Mesmo confiando que há um propósito divino em tudo, não está entre as minhas virtudes a serenidade diante do sofrimento alheio.

Depois da despedida, contamos com o tempo para abrandar as lembranças difíceis – principalmente as dos dias de hospital – e conservar as boas memórias... Seu João preparando festas, organizando pescaria, comemorando vitórias do Inter etc. João, o amigo. João, o parceiro. João, o pai. João, o avô – para meu filho Lucas, o avô/pai, pois foi o pai que o criou a partir dos 4 anos de idade.

Como legado, o exemplo de trabalho honesto e a virtude de fazer amigos.

Missão cumprida, João. Descanse em Paz!

João 'Capineiro', Meu Pai
Temos muito a agradecer a muitas pessoas que nos apoiaram nesse período. Não há palavras que possam expressar nossa gratidão aos amigos e parentes que se colocaram à disposição de forma incansável, que cuidaram do meu pai de maneira impagável, que o conduziram em seus carros e o carregaram nos braços. Nossa gratidão aos que oraram, aos que enviaram reiki, aos que foram elo da corrente solidária em prol da nossa família.

Minha gratidão, também, aos meus alunos, clientes, pacientes e parceiros profissionais que estiveram presentes em gestos e palavras de apoio. Principalmente pela generosidade daqueles que, embora não conhecessem meu pai, estiveram ao meu lado no momento da despedida.

Um comentário:

Diego disse...

te amo vô descanse em paz...