Orientações para 2012

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Análise das energias da Numerologia e do Tarô que influenciam 2012 – Programa Universo in Foco (04/01/2012)

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quarta-feira, 29 de abril de 2009

• Confie em tudo o que acontecer

Roberto Shinyashiki

Muitas vezes a dor parecerá insuportável, as perdas, insuperáveis, os obstáculos, intransponíveis. Mas, com fé e determinação, descobriremos que somos maiores que tudo isso e, no final, celebraremos nossas vitórias.

Eu acredito que existe um Deus que cuida bem de nós e sabe o que faz. Eu acredito que a lógica de Deus é superior à minha capacidade de compreensão. Eu acredito que Deus nunca erra, embora, às vezes, eu não seja capaz de entender a razão de meu sofrimento.

Tudo o que acontece com a gente tem um propósito, tem um porquê. Basta olhar para trás, percorrendo nossa trajetória, para perceber quanto as experiências do passado – as dolorosas e as felizes – foram importantes para que chegássemos aonde estamos hoje.

Pessoas que tiveram doenças graves, um câncer, por exemplo, e precisaram fazer tratamentos dolorosos, como quimioterapia, normalmente passam a enxergar a vida de forma diferente depois que todo o sofrimento cessa. Percebem então quanto essa experiência difícil foi importante para que aprendessem muitas coisas sobre a vida que ainda não sabiam.

As jornadas mais complicadas sempre são aquelas que nos trazem mais sabedoria. Como nas histórias dos heróis de todos os tempos, há sempre o momento de enfrentar o grande desafio, de encarar a caverna mais profunda de toda a jornada. É nesse instante que o herói deve provar que tem força para seguir em frente.

O jornalista Mario Rosa mostra, em seu livro A Síndrome de Aquiles (Gente, 2001), uma imagem muito bonita do significado dos incêndios em nossa vida:

"Quem já foi a um parque como o Yosemite, na Califórnia, teve o raro privilégio de ver de perto o maior monumento vivo do reino vegetal: as legendárias sequóias. Essas árvores alcançam alturas impressionantes e chegam a viver até 4 mil anos. É quando se está diante de um portento tão poderoso como uma sequóia, vendo-a viva, tocando essa testemunha da História de nosso planeta, que quarenta séculos de vida deixam de ser apenas um número e passam a evocar uma forte emoção e algumas reflexões.

Uma sequóia já estava naquele mesmo lugar há 2 mil anos, quando Jesus nasceu. Quando a civilização egípcia estava terminando a construção da Grande Pirâmide de Gizé, as sequóias que hoje vemos vivas e pujantes já haviam brotado da terra. Se compararmos a duração da vida de uma sequóia com a de um ser humano, descobriremos que cinco anos dessa árvore representam em relação ao todo de sua existência o mesmo que um mês significa para um ser humano. Assim, a explosão nuclear que devastou Hiroshima e Nagasaki e pôs fim à Segunda Guerra Mundial, vista sob a perspectiva da vida de uma sequóia, ocorreu não faz um ano. O fim da Guerra do Vietnã se deu no semestre passado. E a morte de Lady Di, há dois fins de semana.

Intrigados com tanta força e resistência, os cientistas, com o passar do tempo, foram descobrindo os fatores que fazem com que as sequóias sejam esse fenômeno de sobrevivência. Um dos segredos da vida de uma sequóia é o fato de que, por ser tão alta, atrai raios durante as tempestades. São justamente os raios que provocam incêndios que, por sua vez, destroem os galhos mais pesados da árvore, possibilitando-lhe que concentre sua seiva nos galhos realmente indispensáveis. Em sua vida, raios, tempestades e incêndios são crises que, em vez de destruição, permitem purificação. Fazem com que ela não desperdice seiva, concentrando-se nos ramos essenciais. Isso permite que continue crescendo. E sobrevivendo".

Tal como as sequóias, nós somos seres com poderes infinitos, precisamos apenas que alguns raios nos ataquem para conhecermos nossa força.

Muitas vezes a dor parecerá insuportável, as perdas, insuperáveis, os obstáculos, intransponíveis. Mas, com fé e determinação, descobriremos que somos maiores que tudo isso e, no final, celebraremos nossas vitórias.

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fonte: Clube dos Campeões
imagem: Sequóias do parque Yosemite – fonte: Flickr

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domingo, 8 de março de 2009

• Relacionamentos saudáveis

Casal

Roberto Shinyashiki

Quando alguém não expressa o que o importuna, corre o risco de se afastar, negando ao outro a oportunidade de conhecê-lo.

Acontecimentos que nos desagradam ou não nos interessam são comuns em nossas vidas. A tendência da maioria das pessoas é deixar que essas situações se repitam como se não tivessem importância. Até que um dia ocorre uma briga ou, pior ainda, uma separação silenciosa.

Em uma conversa com um amigo tempos atrás, ele disse: "As pessoas perdem muito mais oportunidades por não falar 'não' do que por não falar inglês". Verdade! Procure falar inglês, mas aprenda a dizer não quando a situação está desconfortável para você.


Com frequência, o mal-estar vai se ampliando até que se torna uma situação insuportável. Portanto, seja no trabalho ou nas relações pessoais, aprenda a colocar limites, porque algumas pessoas invadem o espaço do outro sem perceber e precisam que você acenda a luz de PARE!

É fundamental dizer as pessoas de maneira direta, firme, e clara, quando uma atitude delas incomoda. Confrontar também é dizer ao outro que sua amizade é importante. Quando alguém não expressa o que o importuna, corre o risco de se afastar, negando ao outro a oportunidade de conhecê-lo.

Ao confrontar alguém, é interessante dizer a ele qual conduta o incomoda, como você se sente e como você gostaria que ele agisse. Por exemplo, quando a pessoa fica aborrecida porque um amigo falta a um compromisso. Em vez de estourar com ele ou decidir não mais encontrá-lo, é melhor dizer: "Não gosto quando você combina de ir em casa e não aparece. Sinto-me rejeitado e tenso por esperá-lo à toa. Quero pedir que não marque nada se não puder ir ou que me telefone se aparecer algum imprevisto".

Uma sugestão para as confrontações feitas por um casal: tratar um assunto de cada vez até resolvê-lo. Por exemplo, se a esposa está colocando a necessidade de o marido acompanhar os deveres do filho, é importante que eles cheguem a uma conclusão sobre este assunto antes de iniciar outro.

As conversas em que são discutidos muitos problemas ao mesmo tempo tende a se tornar acusações mútuas em vez de se transformar em reflexões que levam a uma solução das dificuldades. Lembre-se de que cabe à pessoa confrontada a decisão de mudar ou não. Se ela continua com o comportamento de que o aborrece, é uma maneira de dizer que não consegue mudar ou que não tem vontade de fazê-lo. Aí, é sua opção continuar com a amizade.

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Recebi da Martha, de Florais e Cia.

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sábado, 27 de setembro de 2008

• A montanha do amor

(Roberto Shinyashiki)

O amor quase sempre começa com uma paixão. Vem como uma tempestade em alto mar, que interrompe a calmaria de uma vida que parecia segura e tranqüila. Sem pedir licença, as ondas desse mar invadem o convés e lançam para fora do navio o tédio e a desmotivação.

Passada a tempestade, o viajante desse barco percebe que foi levado a uma ilha. É terra firme, onde poderá plantar a semente da sua vida e de suas realizações. A ilha é um cenário paradisíaco, onde tudo é perfeito. Parece que o lugar foi feito sob medida para esse navegante. Paisagens mágicas, águas cristalinas, pássaros de cores nunca vistas e cantos maravilhosos.

Então, ele começa a explorá-la e nota que nem tudo se encaixa em seu sonho tropical. As árvores dessa ilha não davam exatamente os frutos que desejava, e isso o decepciona. A água doce não é tão abundante quanto ele pensava. Todas as suas esperanças estão naquela ilha. Se ela não o alimentar, não suprir as suas necessidades, o que será de sua vida?

Essa ilha é como a pessoa amada. Em quem se depositam todos os desejos, carências e também as ilusões: “Com ela, vou fazer o que sempre quis”. “Eu nunca mais vou me sentir só”. E quando o outro não faz o que se espera, vem a desilusão.

É que a pessoa teve a esperança de que alguém fizesse o que era sua tarefa: realizar-se como ser amoroso. Centrou o poder da sua vida no parceiro. Imagina que ele vá satisfazer suas carências e dar-lhe toda a felicidade imaginada. Certamente, você se lembra de um momento no seu relacionamento em que ambos se sentiam totalmente felizes.

Cada olhar era uma viagem ao infinito, cada conversa uma lição de compreensão e tranqüilidade, cada abraço era o carinho mais eterno. Aos poucos, porém, as coisas foram mudando. Até que um certo dia você se sente só, como se tivesse sido enganado. O que aconteceu?

Pode parecer incrível, mas a verdade é que o amor é mais pleno quando as pessoas envolvidas não precisam do outro para se sentir realizadas. O amor transcorre mais serenamente entre aqueles que se sentem inteiros, desprendidos e, então, podem se entregar.

Quando você precisa do companheiro, reduz o ser amado a um simples prestador de serviços. Precisa dele, assim como de um encanador para instalar uma torneira em sua casa, pois você não sabe como fazê-lo. Não significa que você ame o encanador. Apenas necessita dele para ter água em sua cozinha. Ele faz o serviço, você paga, e pronto!

No amor, quando isto acontece, o pagamento não é cobrado em dinheiro. O outro imagina que deve ser pago com o que ele próprio precisa. Se não o fizer, você assume uma dívida, cobrada depois com juros e correção monetária. Tão enganoso quanto o precisar é o querer. “Quero que ele me leve para viajar”. “Quero que ela me compreenda”.

Note que o querer é sempre um plano, não uma determinação. O pior é que, quando se investe energia em querer que o outro faça alguma coisa, automaticamente se investe energia no medo de não conseguir. “Quero que ele me leve para viajar, mas tenho medo de que não o faça”. “Quero que ela me compreenda, mas tenho medo de que não consiga”.

Quanto mais desejo, mais medo. O problema não é só querer mudar o outro, em vez de criar uma opção que não dependa dele. O maior problema é que se instala uma tensão em você, no outro e na relação, gerada pela luta entre querer e temer. É uma mensagem confusa.

Ele sente, ao mesmo tempo, o seu amor, desejo, medo e tensão. Isso tudo atrapalha a tranqüilidade de se sentir feliz por estar junto... A segurança na sua capacidade de amar e a confiança de que vocês descobrirão o que é melhor para os dois.

Essa confiança está baseada em duas virtudes: a capacidade de estar em intimidade e a de manter a autonomia. Intimidade não é só o que acontece quando dois corpos fazem amor, mas algo infinitamente maior. É compartilhar sentimentos e pensamentos: almas nuas se encontrando sem disfarces. É saber expressar o que está acontecendo dentro de si, receber o outro e, juntos, encontrarem espaço para os dois seres.

A maior parte das pessoas teme a intimidade por considerar muito negativo o que guardam dentro de si. Elas imaginam que só têm inveja, sentimentos de inferioridade, desejos inconfessáveis. Então, se escondem. Falam dos seus atos e até de seus planos, mas não mostram seu interior, porque sabe que, quando alguém entrar, terá uma visão completa. Conhecerá o interior e entenderá o exterior.

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