Orientações para 2012

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Análise das energias da Numerologia e do Tarô que influenciam 2012 – Programa Universo in Foco (04/01/2012)

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domingo, 27 de dezembro de 2009

• Depois de tanta solidão...

Eu, cada vez que vi você chegar / me fazer sorrir e me deixar / decidido eu disse nunca mais.
Mas, novamente estúpido provei / desse doce amargo quando eu sei / cada volta sua o que me faz.

Vi todo o meu orgulho em sua mão / deslizar, se espatifar no chão / Vi o meu amor tratado assim.
Mas, basta agora o que você me fez /
Acabe com essa droga de uma vez/ Não volte nunca mais pra mim.
(...)

Eu, toda vez que vi você voltar / eu pensei que fosse pra ficar / e mais uma vez falei que 'sim'.
Mas, já depois de tanta solidão / do fundo do meu coração / não volte nunca mais pra mim.
(...)

Do fundo do meu coração: não volte nunca mais pra mim.

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Roberto Carlos ao vivo no Maracanã – Especial 50 Anos - 12/07/2009, Rede Globo.
Música: "Do fundo do meu coração" – Composição: Roberto Carlos/Erasmo Carlos
Letras Terra

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• João 'Capineiro'... meu pai

João 'Capineiro', Meu PaiCOLORADO E PESCADOR (09/07/37 - 15/12/09)

Pelotense, de família numerosa e humilde, meu pai pouco usufruiu da infância, tendo que trabalhar muito cedo. Sem incentivo, não estudou muito. Foi motorista a maior parte da vida – de ônibus, depois de táxi –, também vendedor/representante (viajando pelo RS). Sua maior paixão: futebol. Jogou no extinto time do Planalto, cujas faixas, medalhas e lembranças sempre lhe deram orgulho. Dessa época, sobreviveu o apelido: Capineiro. Era Xavante (Brasil de Pelotas), mas tinha no Colorado (Internacional de Porto Alegre) sua maior paixão. Pescaria era a diversão predileta. Casou-se com minha mãe Loiva aos 22 anos – completariam bodas de ouro no próximo dia 30 de dezembro – e tiveram quatro filhos: eu, Vera, João e Luciana. Deixou seis netos: Priscila, Diego, Lucas, Gabrielle, Nathália, Rafaelle e Luiza.


Meu pai partiu na madrugada do dia 15. Foram seis meses a partir do diagnóstico: câncer de pulmão. Embora desde ano passado ele investigasse a dor que sentia na costela, somente em final de junho um exame detectou a doença, já em estágio avançado. Dr. Luciano, quando conversei a sós com ele, foi claro e objetivo: “... incurável... provavelmente 6 a 10 meses...”. E começou uma grande batalha – aquela que seria a última a ser travada por meu pai.

O que vivemos não é diferente do que vivem milhares de famílias que enfrentam o câncer: susto, medo, reorganização da rotina para lidar com o tratamento e seus efeitos, busca por recursos, corrente de solidariedade, cansaço... Fizemos tudo que estava ao nosso alcance – medicação, quimioterapia, chás, preces, reiki, cirurgia astral, energização etc. Quis muito que meu pai fosse mais um a vencer o câncer. Mas, não foi.

Sabemos que a partida é certa e que em algum momento teremos que nos despedir de alguém que amamos. Contudo, acompanhar o dia a dia, o consumir-se aos poucos, a vida se esvaindo, a despeito de tudo que se faça para mantê-la, é doloroso e muitas vezes julgamos que seja cruel. Sendo terapeuta, uma curadora acostumada a ajudar as pessoas a curarem a si mesmas, foi particularmente difícil lidar com a sensação de impotência que essa experiência me trouxe. “Ninguém merece”, pensava eu. Mas, também agradecia todos os dias pela bênção dele não sofrer com falta de ar nem com dor. Mesmo confiando que há um propósito divino em tudo, não está entre as minhas virtudes a serenidade diante do sofrimento alheio.

Depois da despedida, contamos com o tempo para abrandar as lembranças difíceis – principalmente as dos dias de hospital – e conservar as boas memórias... Seu João preparando festas, organizando pescaria, comemorando vitórias do Inter etc. João, o amigo. João, o parceiro. João, o pai. João, o avô – para meu filho Lucas, o avô/pai, pois foi o pai que o criou a partir dos 4 anos de idade.

Como legado, o exemplo de trabalho honesto e a virtude de fazer amigos.

Missão cumprida, João. Descanse em Paz!

João 'Capineiro', Meu Pai
Temos muito a agradecer a muitas pessoas que nos apoiaram nesse período. Não há palavras que possam expressar nossa gratidão aos amigos e parentes que se colocaram à disposição de forma incansável, que cuidaram do meu pai de maneira impagável, que o conduziram em seus carros e o carregaram nos braços. Nossa gratidão aos que oraram, aos que enviaram reiki, aos que foram elo da corrente solidária em prol da nossa família.

Minha gratidão, também, aos meus alunos, clientes, pacientes e parceiros profissionais que estiveram presentes em gestos e palavras de apoio. Principalmente pela generosidade daqueles que, embora não conhecessem meu pai, estiveram ao meu lado no momento da despedida.

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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

• Somos todos um

Tantas coisas pra colocar em dia neste espaço! Relatos e abordagens dos últimos três meses, pelo menos. Fico elaborando, estruturando os escritos mentalmente, porém não tenho encontrado tempo para tal.

Aliás, tenho elaborado muitos textos que não têm chegado ao papel. Qualquer dia... (rs)

Hoje abri uma brecha, atalhei o tempo, para registrar o tanto que fiquei comovida com o artigo escrito pelo Sergio Frug para o 3º Milênio. Chegou na minha caixa postal um dia antes do meu aniversário e o senti como um presente.

Clica aqui pra ler o artigo, publicado nesta semana.

Eu e Sergio nunca nos vimos. Assim como ele, não sei porque nem quando nem como cheguei a ele e o convidei para colaborar com o site. Mas tenho certeza de uma coisa: eu senti. Porque minhas ações, de quase duas décadas pra cá, têm sido assim... impulso na raiz da sensação.

Compartilhei o artigo com meu querido Carlos (Cogoy), que também abraça o projeto e costuma manifestar incentivos que me comovem tanto quanto. Retornou: "(...) é uma mensagem q deveria ser de todos q colaboram e constróem esse lindo projeto".

Tenho sempre em mente as palavras do poeta Raul Seixas "Um sonho sonhado sozinho, é um sonho... um sonho sonhado com alguém, é uma realidade!". Em outras palavras: "uma andorinha só não faz verão".

Deixando de lado citações, quero dizer que vez ou outra olho para trás – sem ser durante uma sessão de linha de tempo (rs) – e me sinto mesmo muito privilegiada. Ter um ideal construído e compartilhado com tantos... Uma bênção!

Reconheço que tenho trabalhado um bocado (aliás, um bocado enorme) no sentido de vencer a mim mesma. Algumas conquistas são evidentes... por exemplo: elogio e incentivo, apoio e parceria. Há muito pouco tempo "aprendi a recebê-los e aceitá-los". Provavelmente a criação sob críticas e exigências, sem reconhecimento de qualquer mérito, me tenha tornado relativamente dura comigo mesma e um tanto solitária na caminhada. Mas essas passagens, por outro lado, contribuiram para que eu me tornasse uma pessoa empenhada em fazer o melhor naquilo com o qual estivesse envolvida.

E tem sido assim com o 3º Milênio. Dedico, ou melhor, tenho dedicado muito do meu tempo e da minha energia neste trabalho que não sinto "meu". Desde que a ideia ancorou na minha mente, sinto que o propósito está além de mim e que apenas "cumpro ordens".

Sei, felizmente, que muitos se beneficiam dele. Sejam colaboradores, leitores ou mesmo aqueles que têm seu trabalho ou ação registrado nas matérias. Mas, a maior beneficiada, sem dúvida, sou eu. Que, além de contar com apoio de pessoas tão capacitadas e especiais, fico com a sensação de dever cumprido.

Obrigada, amigos da minha alma!

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sábado, 31 de outubro de 2009

• Você não sabe

Você não sabe quanta coisa eu faria, além do que já fiz
Você não sabe até onde eu chegaria pra te fazer feliz
Eu chegaria onde só chegam os pensamentos
Encontraria uma palavra que não existe / pra te dizer nesse meu verso quase triste / como é grande o meu amor

Você não sabe que os anseios do seu coração / são muito mais pra mim / do que as razões que eu tenha pra dizer que não
E eu sempre digo sim
E ainda que a realidade me limite / a fantasia dos meus sonhos me permite / que eu faça mais do que as loucuras que já fiz / pra te fazer feliz

Você só sabe que eu te amo tanto / mas na verdade, meu amor, não sabe o quanto
E se soubesse iria compreender / razões que só quem ama assim pode entender

Você não sabe quanta coisa eu faria por um sorriso seu
Você não sabe até onde chegaria amor igual ao meu

Mas se preciso for eu faço muito mais
Mesmo que eu sofra ainda assim eu sou capaz
De muito mais do que as loucuras que já fiz pra te fazer feliz

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vídeo: Maria Bethânia no show "As canções que você fez pra mim" (1994)
Composição: Roberto Carlos/Erasmo Carlos

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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

• Eu quero ser possuída por você

Eu quero ser possuída por você, pelo seu corpo, pela sua proteção, pelo seu sangue.
Me ama!

Eu quero que você me ame e fique eternamente me amando dentro de mim. Com sua carne e o seu amor. Eternamente, infinitamente dentro de mim me envolvendo, me decifrando, me consumindo, me revelando...

Como uma tarde dentro do elevador, no verão, voltando da praia e você me abraçou e eu te abracei... E quanto mais eu me entregava, mais nascia o meu desejo. Mais sobrava só o desejo, e mais eu te queria sem palavras, sem pensamentos...

A vida inteira resumida só no desejo da tua boca dizendo o meu nome, da tua mão conduzindo a minha mão, do teu corpo revelando o meu corpo, como se o mundo fosse pela primeira vez.

Você, meu ponto de referência nessa cidade...

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vídeo: Maria Bethânia no show Maricotinha
Texto: "Eu quero ser possuída por você" (José Vicente)
Canções: "Seu jeito de amar" (Gilson/Joran), "Negue" (Enzo de Almeida Passos/Adelino Moreira), "Sob Medida" (Chico Buarque), "Fera Ferida" (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)

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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

• Você não pode voltar atrás no que vê

Porque você não pode voltar atrás no que vê. Você pode se recusar a ver, o tempo que quiser: até o fim da sua maldita vida, você pode recusar, sem necessidade de rever seus mitos ou movimentar-se de seu lugarzinho confortável. Mas a partir do momento em que você vê, mesmo involuntariamente, está perdido: as coisas não voltarão a ser mais as mesmas e você próprio não será o mesmo. O que vem depois, não se sabe.

(Caio Fernando Abreu)
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trecho de "O Ovo Apunhalado" (Editora Agir, 2008).

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domingo, 4 de outubro de 2009

• São Francisco de Assis / Mestre Kuthumi

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa , que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvida, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei que eu procure mais
consolar que ser consolado,
compreender que ser compreendido,
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado
e é morrendo que se nasce para a vida eterna...
Amém!

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O dia 4 de outubro é consagrado a São Francisco de Assis, uma das encarnações de Mestre Kuthumi.

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• Mercedes Sosa

Mercedes, vai em paz. Foi um privilégio compartilhar deste tempo contigo. OBRIGADA!!!

"A obra de Mercedes Sosa definiu uma solidaridade global, utilizando sua música poderosa para cantar o melhor do ser humano." (Ricardo Cravo Alvim, pesquisador)

EU SÓ PEÇO A DEUS
(Leon Gieco e Raul Ellwanger)

Eu só peço a Deus / Que a dor não me seja indiferente / Que a morte não me encontre um dia / Solitário sem ter feito o que eu queria

Eu só peço a Deus / Que a injustiça não me seja indiferente / Pois não posso dar a outra face / Se já fui machucado brutalmente

Eu só peço a Deus / Que a guerra não me seja indiferente / É um Monstro grande, pisa forte / Toda forma de inocência desta gente

Eu só peço a Deus / Que a mentira não me seja indiferente / Se um só traidor tem mais poder que um povo / Que este povo não esqueça facilmente.

Eu só peço a Deus / Que o futuro não me indiferente / Sem ter que fugir desenganado / Pra viver uma cultura diferente.

GRAÇAS À VIDA
(Violeta Parra)

Graças à vida que me deu tanto / Me deu dois luzeiros que quando os abro / Perfeito distinguo o preto do branco / E no alto céu seu fundo estrelado / E nas multidões o homem que eu amo

Graças à vida que me deu tanto / Me deu o ouvido que em todo seu comprimento / Grava noite e dia grilos e canários / Martírios, turbinas, latidos, aguaceiros / E a voz tão terna de meu bem amado

Graças à vida que me deu tanto / Me deu o som e o abecedário / Com ele, as palavras que penso e declaro / Mãe, amigo, irmão / E luz iluminando a rota da alma do que estou amando

Graças à vida que me deu tanto / Me deu a marcha de meus pés cansados / Com eles andei cidades e charcos / Praias e desertos, montanhas e planícies / E a casa sua, sua rua e seu pátio

Graças à vida que me deu tanto / Me deu o coração que agita seu marco / Quando olho o fruto do cérebro humano / Quando olho o bom tão longe do mal / Quando olho o fundo de seus olhos claros

Graças à vida que me deu tanto / Me deu o riso e me deu o pranto / Assim eu distinguo fortuna de quebranto / Os dois materiais que formam meu canto / E o canto de vocês que é o mesmo canto / E o canto de todos que é meu próprio canto

Graças à vida, graças à vida

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Tucumán, 09/ julho/ 1935 — Buenos Aires, 04/ outubro/ 2009
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domingo, 13 de setembro de 2009

• Mitos e ilusões nos caminhos do Reiki

Lú Albuquerque

Não há dúvida de que o Reiki é a terapêutica holística mais difundida no mundo atualmente. Talvez por ser uma técnica de aprendizado simples e acessível a qualquer pessoa, independentemente de idade, religião, sexo, raça ou status social. O fato é que este sistema de cura natural por imposição de mãos, redescoberto pelo japonês Mikao Usui no início do Século XX, espalhou-se rapidamente e hoje é praticado em todos os continentes.

Correndo mundo, adentrando culturas, filosofias e doutrinas, é compreensível e aceitável que o método tenha experimentado ajustes e possibilitado o surgimento de novas modalidades, adaptadas do original. Porém, como diz o ditado "quem conta um conto, aumenta um ponto", mais do que adaptações, o que temos visto são adulterações dos princípios básicos do sistema Usui. Alguns dos equívocos e convenções pessoais apresentadas como elementos do Reiki contradizem a essência do mesmo ou impingem restrições que não correspondem à simplicidade do método.

FAZER VÁRIAS INICIAÇÕES COM VÁRIOS MESTRES

O aluno terá seus canais de energia abertos, desbloqueados e balanceados na 1ª iniciação. O reikiano poderá fazer reciclagem – com o mesmo mestre ou com outros – dos níveis de cada sistema no qual foi iniciado, porém não necessita repetir a sintonização. Não há reforço, pois uma vez sintonizado, seus canais estarão aptos a canalizar a frequência pelo resto da vida. As reciclagens são recomendadas para rever conteúdo e também compartilhar experiências. Sempre há algo mais a acrescentar ao que já conhecemos.

ENVIAR REIKI PARA DESENCARNADOS (FALECIDOS)

Provavelmente a prática foi inspirada na doutrina espírita, confundida com as irradiações aos espíritos desencarnados. Porém, desencarnados não necessitam de Reiki. Pense: Rei significa “universal” e se refere à essência energética cósmica; Ki significa “energia vital” e se refere à energia que mantém o ser humano vivo. Reiki é, portanto, a “força conjunta combinada da Energia Universal com a Energia Vital”, que atua equilibrando os canais energéticos das coisas vivas. Quando a energia Ki sai do corpo, esse corpo deixa de ter vida. Logo, não há o que justifique enviar essa energia para aqueles que retornaram ao mundo espiritual.

ABSTINÊNCIA DE CARNE, ÁLCOOL E SEXO

Dependendo do mestre, a exigência pode variar entre 3 e 21 dias antes da iniciação. O período é tão variável porque não é exigência do Reiki, mas sim, convicção íntima do mestre. Naturalmente, por tratar-se de uma iniciação energética, é prudente evitar alimentação excessiva e de difícil digestão, pelo menos desde a véspera do seminário. Após a iniciação segue-se um período de adaptação à Fonte da Energia Vital Universal e é recomendável ingerir bastante água, frutas, legumes e alimentos com alto teor de fibras para auxiliar o processo de ajuste. Sexo bom e afetivo não é impuro, consequentemente não tem contra indicação. Se não evitar álcool, evite excesso. Portanto, tanto antes quanto após o seminário deve prevalecer o equilíbrio, que é a máxima do Reiki.

VESTIR ROUPAS CLARAS

A convenção tem a ver com doutrinas religiosas e não com Reiki. A cor ou o estilo da roupa, desde que confortável, não interfere na aplicação nem na iniciação. Um reikiano concentrado e bem intencionado – assim como um mestre bem preparado e conectado à fonte, aliado a um aluno receptivo – é o suficiente para garantir sucesso no processo. O mestre ou reikiano que acredita, por exemplo, que roupa preta ou meia de nylon possa dificultar a iniciação ou aplicação, não sabe como atua a energia Reiki nem para quê servem os símbolos.

Particularmente, sugiro aos meus alunos que se vistam de boa vontade e senso de equilíbrio; e se abstenham de maledicência, desânimo e mau humor.

Um mestre Reiki tem liberdade para formatar seus seminários segundo suas crenças. Todavia, cabe a ele repassar o conhecimento sem comprometer a universalidade do método. Ao ensinar, é preciso deixar claro aos alunos o que é e o que não é do Reiki.

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Publicado no Diário da Manhã (Pelotas/RS) – 15/set/2009

Ao repassar, por favor, mantenha o crédito.
Honre o Divino em você, honrando o Divino nos outros.

saiba mais...
Mestrado Reiki
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• Esta é a Clara




Minha querida Estela enviou nesta semana esta foto da Clara, sua super/hiper/mega linda neta. Não resisti à pose e resolvi colocar aqui para iluminar minha página.

Vovôs Estela e Nathan, certamente ficam "babando" na menina. Com toda e legítima razão.

Parabéns, amados! Parabéns Lu! Clara é Luz Divina.

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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

• Acaso?

Não, meu bem, não foi um acaso.
Eu tinha que te encontrar. Tu tinhas que me achar. Foi o combinado.
Quem mais poderá nos induzir a aprender o amor, senão eu e tu, um ao outro?
(Lú Albuquerque)
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07/ Setembro/ 2009 - 2:50h

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sábado, 15 de agosto de 2009

• Saudade...

abraço* * *
A Maria postou no meu Orkut. "Bingo!"

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sábado, 8 de agosto de 2009

• Insana...

Por que não morrer no dia seguinte, ainda embevecida da tua presença? Por que continuar enquanto o êxtase se extinguia e a saudade emergia? Por que esperar teu afastamento, teu silêncio, tua indiferença? Insana, desejava que daquela vez fosse diferente... Não foi. Devia ter partido ainda em estado de graça.
(Lú Albuquerque)
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08/ Agosto/ 2009 – 01:08h

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• Sobre a falta tua...




"…e essa falta cresce a cada dia, de forma avassaladora… quando enfim penso que estou me acostumando, que estou te esquecendo, você ressurge de forma inesperada ocupando todos os espaços, transbordando de dentro de mim... e é nessa inconstante loucura que vivo sem te ter."

(Caio Fernando Abreu)

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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

• O contrário de amor

indiferença

Martha Medeiros

O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.

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Recebi por e-mail, da Laura Tissot.
Lembrou-me Quintana... "O que mata um jardim não é o abandono. O que mata um jardim é esse olhar de quem por ele passa indiferente". E não é isso mesmo?

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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

• Agosto

agosto

Caio Fernando Abreu

Para atravessar agosto ter um amor seria importante, mas se você não conseguiu, se a vida não deu, ou ele partiu – sem o menor pudor, invente um.

Pode ser Natália Lage, Antonio Banderas, Sharon Stone, Robocop, o carteiro, a caixa do banco, o seu dentista. Remoto ou acessível, que você possa pensar nesse amor nas noites de agosto, viajar por ilhas do Pacífico Sul, Grécia, Cancún ou Miami, ao gosto do freguês.

Que se possa sonhar, isso é que conta, com mãos dadas, suspiros, juras, projetos, abraços no convés à lua cheia, brilhos na costa ao longe. E beijos, muitos. Bem molhados.

Não lembrar dos que se foram, não desejar o que não se tem e talvez nem se terá, não discutir, nem vingar-se, e temperar tudo isso com chás, de preferência ingleses, cristais de gengibre, gotas de codeína, se a barra pesar, vinhos, conhaques – tudo isso ajuda a atravessar agosto.

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fonte: Just in Time

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segunda-feira, 13 de julho de 2009

• Mestrado Reiki – Por quê? Para quê?

Reiki

Lú Albuquerque

O Mestrado é o último degrau, o nível final do aprendizado Reiki. Nele o reikiano (já iniciado no Nível II ou IIIA) adquire os conhecimentos necessários para iniciar novos reikianos.

Um mestre não está obrigado a ensinar o método nem iniciar outras pessoas. Nem todos aqueles que se tornam mestres utilizam esta capacidade. O Mestrado pode ser realizado como forma de concluir os estudos do Reiki, ampliando conhecimento e autoconhecimento.

Outro fator motivador para tornar-se mestre é que, mesmo sem a obrigatoriedade de iniciar novos reikianos, ter esse conhecimento e capacidade à mão pode ser muito útil. Como exemplo, diante de uma doença grave podemos realizar a "iniciação de cura", que não sintoniza o paciente, mas traz energias curativas de alta freqüência que são mais poderosas do que aquelas dadas durante um tratamento comum de Reiki. Outra opção, diante de um caso grave, é sintonizar a própria pessoa ou um familiar que com ela resida para garantir aplicações diárias de Reiki, possibilitando maior rapidez e eficácia no tratamento, pois às vezes não dispomos de tempo para atender alguém todos os dias, mesmo à distância.

Concluí meu Mestrado em 2003, sem a pretensão de ensinar o método, apenas para meu conhecimento e evolução. Somente em 2007, após um "chamado interno", comecei a ministrar seminários e iniciar pessoas. Acredito que cada vez que mestres de Reiki são formados, seja onde for, há um grupo de pessoas – família, amigos, vizinhos, colegas de trabalho – que começa a despertar para a realidade Reiki. Eles sentem quando o mestre está preparado e aparecem como alunos e, assim, o professor surge. Penso ser muito importante existirem mais e mais pessoas com os conhecimentos do Reiki, professores ou não, para que essa energia, essa chama permaneça acesa e vá, aos poucos, curando toda a separação, toda a ilusão, tudo aquilo que impede o ser humano de ser feliz.

Além do grande aprendizado que ensinar Reiki me proporciona, tenho me sentido abençoada, privilegiada mesmo, por receber nos meus seminários pessoas muito especiais, que ao me escolherem como mestre permitem que eu cumpra minha missão: aprender e ensinar. Agora me preparo para ministrar o primeiro Mestrado, formar os primeiros mestres Reiki da minha linhagem.

A decisão de tornar-se mestre de Reiki é individual e intransferível. Ou seja, ninguém poderá avaliar se você está ou não preparado, se este é ou não o seu momento. Somente você poderá "sentir" se é chegada a hora de avançar ainda mais no caminho do coração, através da mestria.

Conteúdo Programático do Curso de Reiki Master - Sistema Usui/Tibetano

• Revisão dos conhecimentos sobre energia, estrutura do campo energético e canais de energia
• Revisão dos tópicos abordados nos Níveis I, II e IIIA de Reiki
• Técnicas especiais
• O quinto símbolo: sua capacidade, como desenhá-lo e utilizá-lo
• Utilização prática do Sopro Violeta, alinhamento de cura
• Como realizar a Iniciação dos Níveis I, II, IIIA e Mestrado
• Como realizar a Iniciação de Cura e a poderosa Iniciação dos Pés
• Código de ética
• Prática
• Orientações aos futuros Mestres Reiki
• Perfil do Mestre Reiki segundo Mikao Usui
• Planejamento para cursos de Reiki
• Iniciação Mestrado
• Iniciação dos Pés

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para saber mais, acesse... Seminários Reiki

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domingo, 12 de julho de 2009

• Inutilidade

inutilidade

Clarice Lispector

Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue; outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho... o de mais nada fazer.

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fonte/texto: Pensador
imagem: Movimento Poético

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sexta-feira, 10 de julho de 2009

• A Lei da Atração para relacionamento amoroso:
6 dicas para ter a vida amorosa que você deseja

casal

Na Lei da Atração a maioria das técnicas para manifestar um fabuloso relacionamento amoroso em sua vida inclui a visualização regular, a coleta de imagens ou criar "quadro de visualização" que reflita nossos desejos, abrindo espaço para alguém novo em nossas vidas.

Enquanto esses processos ajudam-nos a trazer nossos sonhos amorosos para a realidade, há outros passos necessários para permitir o parceiro ideal aparecer. Se você é sério sobre obter o relacionamento amoroso que você quer, siga esses seis passos:

1. Seja claro sobre o que ou quem você realmente quer. Antes que você possa criar um relacionamento perfeito para o resto de sua vida, você precisa saber o que tem nele para você. Algumas vezes as pessoas cometem erros ao definir seu parceiro ideal, como estar com uma pessoa específica ao invés de identificar a real essência do que realmente quer. Esclareça os sentimentos fundamentais, a emoção, experiências que você deseja, e deixe o universo cuidar da parte de oferecer o seu relacionamento amoroso perfeito a você.

2. Se você estiver insatisfeito com seu relacionamento amoroso atual, então pare de reclamar sobre seu parceiro. Quando não estamos felizes com o atual relacionamento amoroso, nós frequentemente culpamos nosso parceiro sem nos darmos conta. Nós observamos somente o lado ruim, ou os erros do parceiro.

Sempre que mantivermos uma imagem na nossa mente sobre eles(as) como pessoa com a qual não estamos satisfeitas, essa situação continuará a aparecer desta forma. Dê espaço para que ele(a) possa ser aquilo que é capaz de ser, observe somente as coisas boas em que vocês passaram juntos ou visualize os momentos felizes que viveram juntos ou que poderão viver. Isso trará uma imagem positiva de seu parceiro, gerando um melhor relacionamento amoroso.

3. Seja aberto. Deixe o universo surpreender você. Frequentemente os relacionamentos amorosos que duram a vida inteira se formam de maneiras inesperadas. Conecte-se com seu guia interno (emoções, sentimentos, intuição) e respeite esse guia. Garanto que não vai lhe deixar na mão.

4. Ame a você mesmo da mesma maneira que você quer que outros te amem. O nosso mais importante relacionamento amoroso de todo nossa vida é aquele que temos conosco, raramente damos a atenção ao que realmente interessa, NÓS MESMOS. Qualquer relacionamento que temos em nossa vida, como no trabalho, com seus filhos, irmãos e etc. é apenas uma reflexão de como nós tratamos a nós mesmos. Por esta razão (e também porque é bom), trate a você mesmo da forma que você quer ser tratado. Fale e faça boas coisas para você próprio. Quando você é bom para você mesmo, outros também serão.

5. Ame aos outros da forma que você quer ser amado. Para criar uma vibração forte e alinhada com o seu relacionamento amoroso desejado, Ame aos outros da forma que você quer ser amado. Incondicionalmente, sem restrições, abertamente – ofereça seu amor aos outros. É uma maneira excelente para criar o alinhamento, e advinhe – Você sente-se bem.

6. Finalmente, deixe ir tudo aquilo que não está funcionando em sua vida. Para que as coisas boas acontecam (como obter a vida amorosa que você quer), você tem que sentir-se bem. Elimine tudo aquilo que está te deixando mal. Seja o trabalho, maus hábitos, apartamento, relacionamento amoroso – tudo aquilo que você não se sente bem tem que ser remediado. Criar um aspirador (na intenção de aspirar as coisas ruins) em sua vida, permite ao Universo preenchê-la com coisas melhores.

A última dica por ela mesma pode abrir a janela da oportunidade que permite uma avalanche de coisas boas vir na sua direção!

Você perceberá que essas dicas tem uma coisa em comum: a criação de uma vibração alinhada com o relacionamento amoroso desejado. Porque "coisa atrai coisa", o poder da Lei da Atração está no alinhamento das vibrações (seus pensamentos e emoções) com os seus desejos e resultados. Espero que alguma dessas dicas possa te ajudar a obter um melhor relacionamento amoroso.

* Como criar um Quadro de Visualização para atrair seus objetivos *


Uma forma bem poderosa de usar a visualização é usando uma ferramenta chamada "Quadro de Visualização", também conhecida como "Quadro dos Sonhos". É uma das formas mais poderosas para colocar a Lei da Atração para trabalhar para você. O quadro de visualização é um conjunto de retratos dos seus objetivos e sonhos que você quer atrair para sua vida. É importante que você use a real figura do que você realmente quer atrair, pois tudo aquilo que você colocar em seu quadro de visualização será parte de sua realidade! Então, se você que um carro específico, tenha certeza que é o tipo, modelo e cor exato que você deseja para colocar no quadro de visualização.

Uma forma básica e divertida de criar seu quadro de visualização é usando uma tesoura, cola e revistas ou a internet. Folheie as revistas e procure por imagens dos seus sonhos, ou encontre pelo retrato perfeito na internet. Corte as imagens e cole no seu quadro de visualização. Para ficar mais poderoso ainda, adicione afirmações como "Eu amo dirigir minha BMW" ou "Eu gasto um tempo de qualidade com minha família". Isso reforça os seus desejos. Daí ergua seu quadro de visualização num local onde você possa ver todos os dias, como no seu quarto, na cozinha ou em qualquer outro lugar que você use regularmente. Observe-o diariamente, e sinta como se você já tivesse obtido as coisas nos seu quadro de visualização. Olhe para o seu quadro de visualização o máximo que puder com a intenção focada. Você se surpreenderá com as coisas do seu quadro de visualização aparecendo em sua vida - mais cedo ou mais tarde. Continue colocando as intenções no seu quadro e mantenha-se positivo.

Olhando para o seu quadro de visualização de uma forma consistente (diariamente), você manifestará a vida que você realmente deseja e merece!

* * *
fonte: Lei da Atração.

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• Da razão e da paixão

Relâmpago

Khalil Gibran

E a sacerdotisa adiantou-se novamente e disse: Fala-nos da razão e da paixão.

E ele respondeu, dizendo: Vossa alma é freqüentemente um campo de batalha onde vossa razão e vosso juízo combatem vossa paixão e vosso apetite. Pudesse eu ser o pacificador de vossa alma, transformando a discórdia e a rivalidade entre vossos elementos em união e harmonia. Mas como poderei fazê-lo, a menos que vós mesmos sejais também pacificadores, mais ainda, enamorados de todos os vossos elementos?

Vossa razão e vossa paixão são o leme e as velas de vossa alma navegante. Se vossas velas ou vosso leme se quebram, só podereis derivar ou permanecer imóveis no meio do mar. Pois a razão, reinando sozinha, restringe todo impulso; e a paixão, deixada a si, é um fogo que arde até sua própria destruição.

Que vossa alma eleve, portanto, vossa razão à altura de vossa paixão, para que ela possa cantar, E que dirija vossa paixão a par com vossa razão, para que ela possa viver numa ressurreição cotidiana e, como a fênix, renascer das próprias cinzas.

Gostaria que tratásseis vosso juízo e vosso apetite como trataríeis dois hóspedes amados em vossa casa. Certamente não honraríeis um hóspede mais do que o outro; pois quem procura tratar melhor um dos dois, perde o amor e a confiança de ambos.

Entre as colinas, quando vos sentardes à sombra fresca dos álamos brancos, compartilhando a paz e a serenidade dos campos e dos prados distantes, então que vosso coração diga em silêncio: "Deus repousa na razão". E quando bramir a tempestade, e o vento poderoso sacudir a floresta, e o trovão e o relâmpago proclamarem a majestade do céu, então que vosso coração diga com temor e respeito: "Deus age na paixão". E já que sois um sopro na esfera de Deus e uma folha na floresta de Deus, vós também devereis descansar na razão e agir na paixão.

* * *
Do livro "O Profeta".
Li no blog da Tereza V, que me autorizou "clonar". (rs)
A imagem garimpei na net e encontrei no blog Jardim de Poesia.
Tbm achei no YouTube.

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domingo, 5 de julho de 2009

• Ser terapeuta

Lú Albuquerque

Osho

Terapia é basicamente uma função do amor, e o amor somente flui quando não há ego. Você só pode ajudar o outro na medida em que você não é egoísta. No momento em que o ego entra, o outro se torna defensivo. O ego é agressivo; ele cria uma necessidade automática no outro de ser defensivo. O amor é não-agressivo. Ele ajuda o outro a permanecer vulnerável, aberto, não-defensivo. Portanto, sem amor não há terapia.

Terapia é uma função do amor. Logo, com ego você não pode ajudar. Você pode até mesmo destruir o outro. Em nome de ajuda você pode até mesmo obstruir o seu crescimento. Mas a psicologia ocidental está numa bagunça.

A primeira coisa: a psicologia ocidental ainda pensa em termos de um ego saudável. E o ego nunca pode ser saudável. É uma contradição do próprio termo. Ego, em si, é doença. O ego não pode nunca ser saudável. O ego está sempre levando você em direção a mais e mais doença. Mas a psicologia ocidental pensa (toda a mentalidade ocidental tem sido) que as pessoas estão sofrendo de egos fracos. As pessoas não estão sofrendo de fraqueza do ego, mas de muito egoísmo. Mas se a sociedade é orientada pela mentalidade masculina, orientada pela agressividade, o único desejo da sociedade é como conquistar tudo, então naturalmente você tem que abandonar tudo o que é feminino em você, você tem que abandonar metade do seu ser na escuridão – e você tem de viver com a outra metade. A outra metade nunca pode ser saudável, porque a saúde vem da totalidade. O feminino tem de ser aceito. O feminino é o não-ego, o feminino é receptividade, o feminino é amor.

Uma pessoa realmente saudável é alguém que está totalmente equilibrada entre o masculino e o feminino. De fato, é alguém cuja masculinidade foi cortada, destruída por sua feminilidade, que transcendeu a ambos, que não é masculino nem feminino – que simplesmente é. Você não pode categorizá-lo. Este homem é pleno, e este homem é são. E para este homem, no Oriente, nós sempre olhamos como o Mestre.

No Oriente, nós não criamos nada paralelo ao psicoterapeuta. O Oriente criou o Mestre, o Ocidente criou o psicoterapeuta. Quando as pessoas estão mentalmente perturbadas, elas vão a um psiquiatra no Ocidente; no Oriente elas vão a um Mestre. A função do Mestre é totalmente diferente. Ele não o ajuda a atingir um ego mais forte. Na verdade, ele faz você sentir que o ego que você tem já é demais. Abandone-o! Deixe-o ir!

Uma vez que o ego foi abandonado, subitamente você é um, pleno e fluídico. E não há nenhum bloco e nenhum obstáculo...

No Oriente, a nossa abordagem é de que o terapeuta não tem de fazer nenhum trabalho. O terapeuta torna-se simplesmente um veículo para a energia de Deus. Ele tem somente que estar disponível como um bambu oco, de maneira que Deus passe através dele. O curador tem de se tornar simplesmente uma passagem.

O paciente é um homem – aos olhos orientais – que perdeu o seu contato com Deus. Ele se tornou muito egoísta, e perdeu o seu contato com Deus. Ele criou uma tal muralha da China a sua volta que ele não sabe mais o que Deus é, ele não sabe mais o que é a totalidade. Ele está totalmente desconcertado das raízes, da própria fonte da vida. É por isso que ele está doente – mentalmente, fisicamente ou de qualquer outra maneira. A doença significa que ele perdeu a trilha da fonte. O curador (healer), o terapeuta no Oriente, tem como função conectá-lo com a fonte novamente. Ele perdeu a fonte, mas você ainda tem a conexão.

Você segura a mão da pessoa. Ela está escondida atrás de uma parede. Deixe-a estar escondida por detrás da parede. Mesmo se você puder segurar a sua mão através de um buraco na parede... se ela pode confiar em você, ela não pode confiar num Deus, ela não sabe o que Deus significa. A palavra tornou-se sem sentido para ela. Mas ela pode confiar no terapeuta, ela pode dar a mão ao terapeuta. O terapeuta está vazio, simplesmente em sintonia com Deus, e a energia começa a fluir. E esta energia é tão vital, tão rejuvenescedora, que mais cedo ou mais tarde ela dissolve aquelas muralhas da China em volta do paciente, ele tem um vislumbre do não-ego. Este vislumbre o faz são e pleno, nada mais o faz são e pleno.

Portanto, se o próprio terapeuta é um egoísta, então é impossível. Ambos são prisioneiros. Sua prisões são diferentes, mas eles não podem ser de grande ajuda. Toda a minha abordagem sobre terapia, é de que o terapeuta tem de tornar-se um instrumento de Deus. Eu não estou dizendo não saiba o know-how. Saiba o know-how! – mas faça este know-how disponível para Deus. Deixe Ele usá-lo. Aprenda psicoterapia, aprenda todos os tipos de terapias. Saiba tudo o que é possível saber, mas não se prenda- a isto. Ponha isto lá, deixe Deus estar disponível através de você. Permita Deus através de todo o seu know-how, permita à Deus fluir através de seu know-how. Deixe-o ser a fonte da cura e da terapia. Isto é que é amor.

O amor relaxa o outro. O amor dá confiança ao outro. O amor banha o outro, cura as suas feridas.

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Recebi o texto por e-mail, da Bê. A foto foi feita p/ilustrar minha apostila de Reiki de nível 1.

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• Pela noite

Toque

Caio Fernando Abreu

E se realmente gostarem? Se o toque do outro de repente for bom? Bom, a palavra é essa. Se o outro for bom para você. Se te der vontade de viver. Se o cheiro do suor do outro também for bom. Se todos os cheiros do corpo do outro forem bons. O pé, no fim do dia. A boca, de manhã cedo. Bons, normais, comuns. Coisa de gente. Cheiros íntimos, secretos. Ninguém mais saberia deles se não enfiasse o nariz lá dentro, a língua lá dentro, bem dentro, no fundo das carnes, no meio dos cheiros. E se tudo isso que você acha nojento for exatamente o que chamam de amor? Quando você chega no mais íntimo, no tão íntimo, mas tão íntimo que de repente a palavra nojo não tem mais sentido. Você também tem cheiros. As pessoas têm cheiros, é natural. Os animais cheiram uns aos outros. No rabo. O que é que você queria? Rendas brancas imaculadas?

Será que amor não começa quando nojo, higiene ou qualquer outra dessas palavrinhas, desculpe, você vai rir, qualquer uma dessas palavrinhas burguesas e cristãs não tiver mais nenhum sentido? Se tudo isso, se tocar no outro, se não só tolerar e aceitar a merda do outro, mas não dar importância a ela ou até gostar, porque de repente você até pode gostar, sem que isso seja necessariamente uma perversão, se tudo isso for o que chamam de amor. Amor no sentido de intimidade, de conhecimento muito, muito fundo. Da pobreza e também da nobreza do corpo do outro. Do teu próprio corpo que é igual, talvez tragicamente igual.

O amor só acontece quando uma pessoa aceita que também é bicho. Se amor for a coragem de ser bicho. Se amor for a coragem da própria merda. E depois, um instante mais tarde, isso nem sequer será coragem nenhuma, porque deixou de ter importância. O que vale é ter conhecido o corpo de outra pessoa tão intimamente como você só conhece o seu próprio corpo. Porque então você se ama também.

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fonte: Just in Time

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sábado, 27 de junho de 2009

• Quero estar dentro de um abraço que me baste

abraço

Aonde é que você gostaria de estar agora, neste exato momento? Fico pensando nos lugares paradisíacos onde já estive, e que não me custaria nada reprisar: num determinado restaurante de uma ilha grega, na beira de diversas praias do Brasil e do mundo, na casa de bons amigos, em algum vilarejo europeu, numa estrada bela e vazia, no meio de um show espetacular, numa sala de cinema vendo a estreia de um filme muito esperado, e principalmente, no meu quarto e na minha cama, que nenhum hotel cinco estrelas consegue superar a intimidade da gente é irreproduzível.

Posso também listar os lugares onde não gostaria de estar: num leito de hospital, numa fila de banco, numa reunião de condomínio, presa num elevador, em meio a um trânsito congestionado, numa cadeira de dentista.

E então? Somando os prós e os contras, as boas e más opções, onde, afinal, é o melhor lugar do mundo?

Dentro de um abraço.

Que lugar melhor para uma criança, para um idoso, para uma mulher apaixonada, para um adolescente com medo, para um doente, para alguém solitário? Dentro de um abraço é sempre quente, é sempre seguro. Dentro de um abraço não se ouve o tic-tac dos relógios e, se faltar luz, tanto melhor. Tudo o que você pensa e sofre, dentro de um abraço, se dissolve.

Que lugar melhor para um recém-nascido, para um recém-chegado, para um recém-demitido, para um recém-contratado? Dentro de um abraço nenhuma situação é incerta, o futuro não amedronta, estacionamos confortavelmente em meio ao paraíso.

O rosto contra o peito de quem te abraça, as batidas do coração dele e as suas, o silêncio que sempre se faz durante esse envolvimento físico: nada há para se reivindicar ou agradecer, dentro de um abraço voz nenhuma se faz necessária, está tudo dito.

Que lugar no mundo é melhor para se estar? Na frente de uma lareira com um livro estupendo, em meio a um estádio lotado vendo seu time golear, num almoço em família onde todos estão se divertindo, num final de tarde de frente para o mar, deitado num parque olhando para o céu, na cama com a pessoa que você mais ama?

Difícil bater essa última alternativa, mas onde começa o amor, senão dentro do primeiro abraço? Alguns o consideram como algo sufocante, querem logo se desvencilhar dele. Até entendo que há momentos em que é preciso estar fora de alcance, livre de qualquer tentáculo. Esse desejo de se manter solto é legítimo, mas hoje me permita não endossar manifestações de alforria. Entrando na semana dos namorados, recomendo fazer reserva num local aconchegante e naturalmente aquecido: dentro de um abraço que te baste.

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"Dentro de um Abraço", por Martha Medeiros. Recebi da Bê, por e-mail.

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• Osho - do livro The Dhammapada

O Amor e a capacidade de estar só...



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Maria deixou pra mim no Orkut. Sábios conceitos.

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sexta-feira, 26 de junho de 2009

• Entrega...

"Aos caminhos, eu entrego o nosso encontro..."
(Caio Fernando Abreu, em "Estranhos Estrangeiros")

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sexta-feira, 19 de junho de 2009

• Reflexões para psicoterapeutas, aspirantes e curiosos

Contardo Calligaris

Para ser um bom psicoterapeuta, é útil que a gente possua alguns traços de caráter ou de personalidade que, dito aqui entre nós, dificilmente podem ser adquiridos no decorrer da formação: melhor mesmo que eles estejam com você desde o começo.

Se você quer ser olhado com gratidão por seus pacientes e pelos outros em geral, talvez seja melhor ser médico. Claro que todo mundo gosta de reconhecimento, não é? Mas há sujeitos para quem é crucial ser constantemente objeto de uma veneração amorosa. Então, se por alguma razão é importante para você se alimentar no reconhecimento e no agradecimento infinitos dos outros, então não escolha a profissão de psicoterapeuta. Por duas razões:

Primeiro: na vida social, o psicoterapeuta não encontra nada de parecido com a espécie de gratidão que, em geral, é reservada ao médico. O psicoterapeuta encontra uma atitude que é uma mistura de temor com escárnio. Tipo assim: “ah... você é psicanalista? Justamente acabo de ler uma matéria, onde é que era?... sabe, daqueles americanos que provam que a psicanálise é uma baboseira, você leu?”

Segundo: o psicoterapueta não deve esperar gratidão de seus pacientes. Nas curas que proporciona, o psicoterapeuta é, por assim dizer, ele mesmo o remédio. E, nos melhores casos, quando tudo dá certo, ele acaba exatamente como um remédio que a gente usou e que fez seu efeito: uma caixinha aberta, com as poucas pílulas que sobraram, no fundo do armário do banheiro. A caixinha é guardada durante um tempo, porque nunca se sabe; um dia a gente a encontra, não se lembra mais qual era seu uso, constata que, de qualquer forma o remédio está vencido e joga fora. E é bom que seja assim. Nenhuma psicoterapia, seja ela qual for, deveria almejar a dependência do paciente.

Tudo isso apenas para dizer que, se você gosta da idéia de ser um notável na cidade e de se sentir amado, a psicoterapia talvez não seja a melhor escolha profissional para você. Por isto insisto. As psicoterapias em geral se beneficiariam muito com algumas décadas de menos brilho, menos neuroses de seus chefes e mais cuidado com os pacientes. Portanto, por favor, se sua personalidade pede amor e admiração ao mundo, invente uma crença, torne-se médico, mas, pelo bem das psicoterapias, desista. Ou então (mas este é um caminho longo), antes de se autorizar ser psicoterapeuta, faça o necessário para mudar mesmo.

Mas então, vamos ao que importa. Esta carta deveria tratar dos traços de caráter que eu procuraria em quem quisesse se tornar psicoterapeuta. Não se decidir a ordem, mas todos estes eu gostaria de encontrar:

Primeiro: Um gosto pronunciado pela palavra e um carinho espontâneo pelas pessoas, por diferentes que sejam de você.

Segundo: Uma extrema curiosidade pela variedade da experiência humana com o mínimo possível de preconceito. Você pode ter suas crenças e convicções. Aliás, é ótimo que as tenha, mas, se essas convicções acarretam, aprovação ou desaprovação morais preconcebidas das condutas humanas, sua chance de ser um bom psicoterapeuta é muito reduzida, para não dizer, nula. É fácil entender que, se você tiver opiniões morais prontas sobre a metade dos atos possíveis nesta terra, é melhor deixar a profissão de terapeuta para quem tem mais indulgência pela variedade da experiência humana.

Terceiro: Este ponto é controvertido: além de uma grande e indulgente curiosidade pela variedade da experiência humana, eu gostaria que o futuro psicoterapeuta já tivesse, nessa variedade, uma certa quilometragem rodada. Ou seja, há que não ser muito “normal”. Mas não se entende que esta fachada de normalidade possa ser, hoje, um critério na hora de selecionar candidatos para a formação. Enfim, lembre-se: Primeiro: um psicoterapeuta que define uma conduta como “desvio” não fala em nome da psicoterapia e ainda menos em nome da psicanálise. Ele fala quer seja em nome do seu anseio de normalidade social, quer seja em nome de seu esforço para reprimir nele mesmo o desejo que parece condenar. Segundo, e mais geral, quem estigmatiza categorias como os “homossexuais”, os “sadomasoquistas”, os “exibicionistas”, etc. é um atacadista, enquanto a psicoterapia/psicanálise trabalha no varejo: a fantasia e o desejo só encontram seu sentido nas vidas singulares.

Quarto: O último traço que eu gostaria de encontrar no futuro psicoterapeuta é uma boa dose de sofrimento psíquico. Desaconselho a profissão a quem está “muito bem, obrigado”, por duas razões:

a) uma parte essencial da formação de um terapeuta que trabalhará com as motivações conscientes ou inconscientes de seus pacientes, consiste no seguinte: o futuro terapeuta deve, ele mesmo, ser paciente, durante um bom tempo. É improvável que uma psicanálise aconteça sem que um sofrimento reconhecido motive o paciente. O processo não é necessariamente desagradável, mas pede uma determinação e uma coragem que podem falhar mais facilmente em quem “não precisa de tratamento”. Porque diabo me aventurarei a explorar os porões da minha cabeça, lugares malcheirosos e arriscados, se eu não for empurrado pela vontade de resolver um conflito, acalmar um sintoma e conseguir viver melhor?

b) uma segunda razão para preferir que o futuro psicoterapeuta traga consigo uma boa dose de sofrimento psíquico e precise se curar. Durante os anos da sua prática clínica, no futuro, muitas vezes você duvidará da eficácia de seu trabalho. Encontrará pacientes que não melhoram, agarrados a seus sintomas mais dolorosos como um náufrago a um salva-vidas; viverá momentos consternados em que as palavras que lhe ocorrerão parecerão alfinetes de brinquedo agitados em vão contra forças imensamente superiores. Nesses momentos (que, acredite, serão freqüentes) será bom lembrar que você sabe mesmo (e não só pelos livros) que sua prática adianta. Sabe por que a prática que você propõe a seus pacientesjá curou ao menos um: você.

Resumindo, meu jovem amigo que pensa em ser terapeuta, se você sofre, se seus desejos são um pouco (ou mesmo muito) estranhos, se (graças à sua estranheza) você contempla com carinho e sem julgar (ou quase) a variedade das condutas humanas, se gosta da palavra e se não é animado pelo projeto de se tornar um notável de sua comunidade, amado e respeitado pela vida afora, então, benvindo ao clube: talvez a psicoterapia seja uma profissão para você.

* * *
Parte do livro "Cartas a um Jovem Terapeuta – Reflexões para psicoterapeutas, aspirantes e curiosos" (Editora Campus).
Recebi por e-mail da Bê.

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• Luiza chegou!


Não tenho postado com a frequência que gostaria porque o tempo anda realmente escasso pra net. Até mesmo os e-mails não tenho dado conta de ler. Visitar blogs amigos, então...

Mas tirei um tempinho nessa madrugada pra registrar a chegada da Luiza, minha sobrinha, filha de minha irmã caçula Luciana e do Duda. Nascida no domingo dia 07 de junho, com 3.675Kg, perfeita e saudável – uma bênção!

Pois Luiza chegou com Sol em Gêmeos, trazendo a frequência do Raio Azul (Salve Miguel!) e sob a influência do Número Seis (sua missão) e do Arcano do Tarô "Os Amantes". Combinação de determinação, responsabilidade, família, amor, cuidado com o outro e escolhas.

Estamos todos, claro, muito felizes. É sempre uma alegria receber uma criança na família. Uma sensação de continuidade, de contribuição ao mundo.

Que o Universo conceda muitas bênçãos a ela para que cumpra com felicidade seu propósito neste amado planeta Terra!

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sábado, 6 de junho de 2009

• Guerreiro da Paz

Eu chamo a força, eu chamo a força, eu chamo a força
força das pedras para me firmar
Eu chamo a terra, eu chamo a terra, eu chamo a terra
eu chamo a terra para me enraizar

Eu chamo o vento, eu chamo o vento, eu chamo o vento
eu chamo o vento vem me elevar
Eu chamo o fogo, eu chamo o fogo, eu chamo o fogo
eu chamo o fogo para me purificar

Eu chamo a Lua, chamo o Sol, chamo as estrelas
Chamo o universo para me iluminar
Eu chamo a água, chamo a chuva e chamo o rio
Eu chamo todos para me lavar

Eu chamo o raio, o relâmpago e o trovão
Eu chamo todo o poder da criação
Eu chamo o mar, chamo o céu e o infinito
Eu chamo todos para nos libertar

Eu chamo Cristo, eu chamo Budha, eu chamo Krishna
Eu chamo a força de todos orixás
Eu chamo todos com suas forças divinas
Eu quero ver o universo iluminar

Eu agradeço pela vida e a coragem
Ao universo pela oportunidade
E a minha vida eu dedico com amor
Ao sonho vivo da nossa humanidade

Sou mensageiro, sou cometa, eu sou indígena
Eu sou filho da nação do Arco Íris
Com meus irmãos eu vou ser mais um guerreiro
Na nobre causa do Inka Redentor

Eu sou guerreiro, eu sou guerreiro e vou lutando
A minha espada é a palavra do amor
O meu escudo é a bondade no meu peito
E o meu elmo são os dons do meu senhor

Eu agradeço a nossa Mãe e ao nosso Pai
E aos meus irmãos por todos me ajudar
A minha glória para todos eu entrego
Porque nós todos somos um nesta união

Ñdarei a sã
ñdarei a sã
ñdarei a sã
Desde o principio
todos nós somos irmãos!
Orei ouá
Orei ouá
Orei ouá
Viva o Poder de todo o universo!

* * *
A Carmen Garres deixou esse vídeo no orkut pra mim. Como praticante de Santo Daime por alguns anos, sinto-me mto próxima dessa frequência. Salve o Povo da Floresta! Salve Império Juramidan!

Música de Orestes Grokar, regente das cerimônias xâmanicas dentro da Doutrina do Santo Daime em Santa Maria no Rio Grande do Sul. Coordenador da Nação Tutumbaiê. Fonte das Imagens: Web

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quarta-feira, 27 de maio de 2009

• Dizem por aí

Conny Mendéz

Dizem por aí que me tornei louca.

Que estou sempre sorridente. Que os meus olhos brilham. Que converso com as flores e danço no meu jardim.

Dizem por aí que acredito em fadas e anjos. Que lhes abro as portas e janelas de manhã e lhes dou boas-vindas para que inundem meu lar de luz, alegria e bênçãos.

Dizem por aí que falo de assuntos estranhos como Transcendência, Estar no Presente, Energia, Imortalidade, Cura, Consciência...

Dizem por aí que me tornei louca.

Que ensino as pessoas a perceberem a LUZ que brota de seus corpos… E ainda por cima, lhes mostro como se apaga de nossas mentes os pensamentos inadequados.

Dizem por aí que me tornei louca.

Que não sou regida nem por agendas e nem por horários. Que falo com os alimentos na minha mesa e lhes digo: "Divino Sustento que fazes aí fora? Vamos para dentro?"

Que tudo para mim é BOM, PERFEITO E SINCRÔNICO.

Que na ADVERSIDADE busco o lado bom e que em todos os dias bendigo o Bem.

Que abro as portas, igualmente, para budistas, evangélicos, testemunhas de Jeová e nova era...

Que dou graças quando chove e quando faz sol. Que dou graças quando tenho transporte e quando preciso caminhar a pé.

Que lavo a roupa cantando, da mesma forma que quando cozinho, limpo e organizo.

E como é isso das flores me falarem das pessoas que passam?...

Mas me sinto tão LÚCIDA e tão FELIZ!

Será contagiosa a loucura?

* * *
recebi da Bê, por e-mail. amei!

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quinta-feira, 21 de maio de 2009

• Quando a gente ama

Oswaldo Montenegro (Marcelo Barbosa Barreti, Nil Bernardes, Fábio Caetano)

Quem vai dizer ao coração / Que a paixão não é loucura
Mesmo que pareça / Insano acreditar

Me apaixonei por um olhar / Por um gesto de ternura
Mesmo sem palavra / Alguma pra falar

Meu amor, a vida passa num instante
E um instante é muito pouco pra sonhar

Quando a gente ama / Simplesmente ama
É impossível explicar
Quando a gente ama / Simplesmente ama!

* * *
A Tereza V deixou esse vídeo no orkut pra mim. ela sempre me adivinha.
Essa música é a minha cara/coração/vísceras...
Oswaldo... sempre dizendo o que eu poderia dizer.

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quarta-feira, 13 de maio de 2009

• Conspiração espiritual

Na superfície do mundo hoje, existe guerra e violência e as coisas parecem escuras.

Ao mesmo tempo, calmamente e em Silêncio, alguma coisa diferente está acontecendo. Uma revolução interna ocorre e algumas pessoas estão sendo chamadas para vivenciar uma Luz mais elevada.

É uma revolução silenciosa, de dentro para fora. Vem do chão para cima... é uma operação global, uma conspiração espiritual.

Existem células adormecidas em todas as nações do planeta. Você não as verá na TV, não lerá sobre elas nos jornais, não ouvirá sobre o que fazem nas rádios.

Não procuram glória ou fama, não usam uniformes, são dos mais diferentes formatos, idades, cores e tamanhos. A maioria de nós trabalha de forma anônima, trabalhando atrás das cortinas em todos os países e culturas das cidades grandes e pequenas, montanhas e vales, fazendas e vilas, tribos e ilhas remotas.

Durante o dia muitos fingem ter uma vida normal, mas é quando vão dormir que o verdadeiro trabalho começa, longe das atividades do mundo tri-dimensional, as energias se voltam para criar a Paz.

Muitos têm consciência, outros não se lembram, mas todos trabalham com o mesmo objetivo: criar um novo mundo com o poder das mentes e visualizações criativas, seguir a intuição e o coração, ter paixão em tudo o que fazem, derramando secretamente bombas de amor e paz, obedecendo ordens da inteligência espiritual do grande sol central, tocando todos com arte : poemas, abraços, música, fotografia, cinema ; palavras bondosas, sorrisos, meditação e prece, dança, ativismo social, blogs, atos de generosidade...

Cada um se expressa de forma única, usando os dons e talentos recebidos por Deus.

Todos seguem a frase: SEJA A MUDANÇA QUE VOCÊ QUER VER NO MUNDO.

Sabemos que a única e verdadeira transformação ocorre quando todos trabalham juntos EM SILÊNCIO E HUMILDADE e então nosso PODER se une a todos os outros poderes, formando um oceano de LUZ, movendo placas tectônicas que não mais se ajustam com as escolhas conscientes deste novo tempo com o poder da Intenção.

Lembramos que o AMOR é a verdadeira religião do século 21, ninguem precisa ser um sábio ou ter conhecimento excepcional para entender a linguagem do CORAÇÃO, que traz em si a evolução natural que pulsa em todos os seres humanos.

Seja a mudança que você quer ver no mundo. Ninguem virá fazer nada por você.

Estamos recrutando mais seres conscientes que escolham viver de forma diferente.

Todos são bem vindos e a porta sempre esteve aberta, é uma questão de percepção e momento apropriado de cada um... Comece agindo e escolhendo tudo em sua vida de forma diferente... Com consciência e determinação, comece agora!!!

* * *
Recebi da Bê, por e-mail.

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• Parar, acalmar-se e descansar

Existe uma história zen sobre um homem e um cavalo. O cavalo está galopando rapidamente, e parece que o homem que cavalga se dirige a algum lugar importante. Outro homem, em pé ao lado da estrada, grita: "Aonde você está indo?" e o homem a cavalo responde: "Não sei. Pergunte ao cavalo!" Esta é a nossa história. Estamos todos sobre um cavalo, não sabemos aonde vamos e não conseguimos parar. O cavalo é a força de nossos hábitos que nos puxa, e somos impotentes diante dela. Estamos sempre correndo, e isso já se tornou um hábito. Estamos acostumados a lutar o tempo todo, até mesmo durante o sono. Estamos em guerra com nós mesmos, e é fácil declarar guerra aos outros também.

Precisamos aprender a arte de fazer cessar – parar nosso pensamento, a força de nossos hábitos, nossa desatenção, bem como as emoções intensas que nos regem. Quando uma emoção nos assola, ela se assemelha a uma tempestade, que leva consigo a nossa paz. Nós ligamos a TV e depois a desligamos, pegamos um livro e depois o deixamos de lado. O que podemos fazer para interromper este estado de agitação? Como podemos fazer cessar o medo, o desespero, a raiva e os desejos? É simples. Podemos fazer isso através da prática da respiração consciente, do caminhar consciente, do sorriso consciente e da contemplação profunda – para sermos capazes de compreender. Quando prestamos atenção e entramos em contato com o momento presente, os frutos que colhemos são a compreensão, a aceitação, o amor e o desejo de aliviar o sofrimento e fazer brotar a alegria.

Mas a força do hábito costuma ser mais forte do que nossa vontade. Dizemos e fazemos coisas que não queremos e depois nos arrependemos. Causamos sofrimento a nós mesmos e aos outros, e de forma geral produzimos grande quantidade de destruição. Podemos ter a firme intenção de nunca mais fazer isso, mas sempre acabamos fazendo de novo. Por quê? Porque a força do hábito "vashana" acaba vencendo e nos levando de roldão.

Precisamos da energia da atenção plena para perceber quando o hábito nos arrasta, e fazer cessar esse comportamento destrutivo. Com atenção plena, temos a capacidade de reconhecer a força do hábito a cada vez que ela se manifesta. "Alô força do hábito, sei que você está aí!" Nessa altura, se conseguirmos simplesmente sorrir, o hábito perderá grande parte de sua força. A atenção plena é a energia que nos permite reconhecer a força do hábito e impedi-la de nos dominar.

Por outro lado, o esquecimento ou negligência é o oposto.

Tomamos uma xícara de chá sem sequer perceber o que estamos fazendo. Sentamo-nos com a pessoa que amamos mas não percebemos que a pessoa está ali. Andamos sem realmente estar andando. Estamos sempre em outro lugar, pensando no passado ou no futuro. O cavalo dos nossos hábitos nos conduz, e somos prisioneiros dele. Precisamos deter este cavalo e resgatar nossa liberdade. Precisamos irradiar a luz da atenção plena em tudo o que fizermos, para que a escuridão do esquecimento desapareça. A primeira função da meditação – shamatha – é fazer parar.

A segunda função da shamatha é acalmar. Quando sofremos uma emoção forte, sabemos que talvez seja perigoso agir sob sua influência, mas não temos força nem clareza suficientes para nos abstermos. Precisamos aprender a arte de respirar, de inspirar e expirar, parando tudo o que estamos fazendo e acalmando nossas emoções. Precisamos aprender a nos tornar mais estáveis e firmes, como se fôssemos um carvalho, e não nos deixar arrastar pela tempestade de um lado para outro. O Buddha ensinou uma variedade de técnicas para nos ajudar a acalmar corpo e mente, e considerar a situação presente em toda a sua profundidade. Essas técnicas podem ser resumidas em cinco estágios:

1. Reconhecimento: se estamos zangados, dizemos "reconheço que a raiva está dentro de mim".
2. Aceitação: quando estamos zangados, não negamos a raiva. Aceitamos aquilo que está presente em.
3. Acolher: abraçamos a raiva como faz uma mãe com o filho que chora. Nossa atenção plena acolhe a emoção, e só isso já é capaz de acalmar a raiva e a nós mesmos.
4. Olhar em profundidade: quando nos acalmamos o suficiente, conseguimos observar profundamente para entender o que provocou a raiva, ou seja, o que está fazendo o bebê chorar.
5. Insight: o fruto do olhar profundo é a compreensão das causas e condições, tanto primárias quanto secundárias, que provocaram a raiva e fizeram nosso bebê chorar. Talvez ele esteja com fome. Talvez o alfinete da fralda o esteja machucando. Talvez nossa raiva tenha surgido quando um amigo nos falou em um tom ofensivo, mas de repente nos lembramos de que essa pessoa não está bem hoje porque seu pai está muito doente. Continuamos a refletir dessa forma até compreendermos a causa de nosso atual sofrimento. A compreensão nos dirá o que fazer ou não fazer para mudar a situação.

Depois de nos acalmarmos, a terceira função da Shamatha é o repouso. Suponha que alguém nas margens de um rio joga uma pedra para o ar e a pedra cai no rio. A pedra afunda lentamente e chega ao fundo do rio sem esforço algum. Depois que a pedra chega ao fundo do rio, ela descansa, deixando que a água passe por ela. Quando sentamos para meditar podemos nos permitir repousar da mesma forma que essa pedra. Podemos nos deixar afundar naturalmente, na posição sentada – repousando, sem fazer esforço. Temos que aprender a arte de repousar, permitindo que nosso corpo e nossa mente descansem. Se tivermos feridas em nosso corpo e em nossa mente precisamos repousar para que elas possam por si só se curar.

O ato de se acalmar produz o repouso, e o descanso é um prérequisito para a cura. Quando os animais selvagens estão feridos, eles procuram um lugar escondido para deitar, e descansam completamente por muitos dias. Não pensam em comida nem em mais nada. Apenas descansam, e com isso obtêm a cura de que precisam. Quando nós seres humanos ficamos doentes, nos preocupamos o tempo todo. Procuramos médicos e remédios, mas não paramos. Mesmo quando vamos para a praia ou para as montanhas com a intenção de descansar, não chegamos realmente a repousar, e voltamos mais cansados do que partimos. Temos que aprender a repousar. A posição deitada não é a única posição de descanso que existe. Podemos descansar muito bem durante meditações sentados ou caminhando. A meditação não deve ser um trabalho árduo. Simplesmente permita que seu corpo e sua mente descansem, como o animal no mato. Não lute. Não há necessidade de fazer nada nem realizar nada. Eu estou escrevendo um livro, mas não estou lutando. Estou descansando. Por favor, leiam este livro de uma forma alegre e relaxante. O Buddha disse: "Meu Dharma é a prática do não-fazer."(1) Pratiquem de uma forma que não seja cansativa, mas que seja capaz de proporcionar descanso ao corpo, às emoções e à consciência. Nosso corpo e mente sabem curar a si mesmos se lhes dermos uma oportunidade para isso.

Parar, acalmar-se e descansar são pré-requisitos para a cura. Se não conseguirmos parar, nosso ritmo de destruição simplesmente vai prosseguir. O mundo precisa imensamente de cura. Os indivíduos, comunidades e países estão cada vez mais necessitados de cura.

(1) = Thich Nhat Hanh, A Essência dos Ensinamentos do Buda (Editora Rocco)
(Thich Nhat Hanh. A essência dos ensinamentos de Buda: como transformar o sofrimento em paz, alegria e liberação. Coleção Arco do tempo. Tradução de Anna Lobo. Rio de Janeiro: Rocco, 2001)


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quarta-feira, 29 de abril de 2009

• Nós, os índios, conhecemos o silêncio

índios

Nós, os índios, conhecemos o silêncio. Não temos medo dele. Na verdade, para nós ele é mais poderoso do que as palavras.

Nossos ancestrais foram educados nas maneiras do silêncio e eles nos transmitiram esse conhecimento. Observa, escuta, e logo atua, nos diziam. Esta é a maneira correta de viver. Observa os animais para ver como cuidam se seus filhotes. Observa os anciões para ver como se comportam. Observa os homens brancos para imaginares o que querem. Sempre observa primeiro, com o coração e a mente quietos, e então aprenderás. Quanto tiveres observado o suficiente, então poderás atuar.

Com os brancos, é o contrário. Aprendem falando. Dão prêmios às crianças que falam mais na escola. Em suas festas, todos tratam de falar. No trabalho estão sempre tendo reuniões nas quais todos interrompem a todos, e todos falam cinco, dez, cem vezes. E chamam a isso de resolver um problema.

Quando estão numa habitação e há silêncio, ficam nervosos. Precisam preencher o espaço com sons. Então, falam compulsivamente, mesmo antes de saber o que vão dizer. Gostam de discutir.

Nem sequer permitem que o outro termine uma frase. Sempre interrompem. Para nós isso é muito desrespeitoso e até mesmo estúpido. Se começas a falar, eu não vou te interromper. Te escutarei. Talvez deixe de escutá-lo se não gostar do que estás dizendo. Mas não vou interromper-te. Quando terminares, tomarei minha decisão sobre o que disseste, mas não te direi se não estou de acordo, a menos que seja importante. Do contrário, simplesmente ficarei calado e me afastarei. Terás dito o que preciso saber. Não há mais nada a dizer. Mas isso não é suficiente para a maioria dos homens brancos.

Deveríamos pensar nas palavras como se fossem sementes. Devem ser plantadas e permiti-las crescer no sons do silêncio da mãe-Terra. Nossos ancestrais nos ensinaram que a terra está sempre nos falando, e que devemos ficar em silêncio para escutá-la.

Conhecemos o Silêncio. Não sofremos de falta de comunicação, mas, ao contrário, sofremos com todas as forças que nos obrigam a falar quando não temos grande coisa a dizer.

Existem muitas vozes além das nossas. Muitas vozes. Mas nós só vamos escutá-las em silêncio. No silêncio da Vida!

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"Neither Wolf nor Dog. On Forgotten Roads with an Indian Elder" - Kent Nerburn. tradução: Leela (Porto Alegre/RS)
recebi da Jane, por e-mail.

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• Gente fina

Martha Medeiros

Gente fina é aquela que é tão especial que a gente nem percebe se é gorda, magra, velha, moça, loira, morena, alta ou baixa. Ela é gente fina, ou seja, está acima de qualquer classificação.

Todos a querem por perto.

Tem um astral leve, mas sabe aprofundar as questões quando necessário.

É simpática, mas não bobalhona.

É uma pessoa direita, mas não escravizada pelos certos e errados: sabe transgredir sem agredir.

Gente fina é aquela que é generosa, mas não banana.

Te ajuda, mas permite que você cresça sozinho.

Gente fina diz mais sim do que não, e faz isso naturalmente, não é para agradar.

Gente fina se sente confortável em qualquer ambiente: num boteco de beira de estrada e num castelo no interior da Escócia.

Gente fina não julga ninguém – tem opinião, apenas.

Um novo começo de era, com gente fina, elegante e sincera. O que mais se pode querer?

Gente fina não esnoba, não humilha, não trapaceia, não compete e, como o próprio nome diz, não engrossa. Não veio ao mundo pra colocar areia no projeto dos outros. Ela não pesa, mesmo sendo gorda, e não é leviana, mesmo sendo magra.

Gente fina é que tinha que virar tendência. Porque, colocando na balança, é quem faz a diferença.

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recebi de muitas, mas muitas pessoas. todas "gente fina".

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• Ecologia interior

Frei Beto

Por um minuto, esquece a poluição do ar e do mar, a química que contamina a terra e envenena os alimentos, e medita: como anda o teu equilíbrio eco-biológico?

Tens dialogado com teus órgãos interiores? Acariciado o teu coração? Respeitas a delicadeza de teu estômago? Acompanhas mentalmente teu fluxo sanguíneo? Teus pensamentos são poluídos? As palavras, ácidas? Os gestos, agressivos? Quantos esgotos fétidos correm em tua alma? Quantos entulhos – mágoas, ira, inveja – se amontoam em teu espírito?

Examina a tua mente. Está despoluída de ambições desmedidas, preguiça intelectual e intenções inconfessáveis? Teus passos sujam os caminhos de lama, deixando um rastro de tristeza e desalento? Teu humor intoxica-se de raiva e arrogância? Onde estão as flores do teu bem-querer, os pássaros pousados em teu olhar, as águas cristalinas de tuas palavras? Por que teu temperamento ferve com freqüência e expele tanta fuligem pelas chaminés de tua intolerância? Não desperdiça a vida queimando a tua língua com as nódoas de teus comentários infundados sobre a vida alheia.

Preserva o teu ambiente, investe em tua qualidade de vida, purifica o espaço em que transitas. Limpa os teus olhos das ilusões de poder, fama e riqueza, antes que fiques cego e tenhas os passos desviados para a estrada dessinalizada dos rumos da ética. Ela é cheia de buracos e podes enterrar o teu caminho num deles. Tu és, como eu, um ser frágil, ainda que julgues fortes os semelhantes que merecem a tua reverência. Somos todos feitos de barro e sopro. Finos copos de cristal que se quebram ao menor atrito: uma palavra descuidada, um gesto que machuca, uma desconfiança que perdura.

Graças ao Espírito que molda e anima o teu ser, o copo partido se reconstitui, inteiro, se fores capaz de amar. Primeiro, a ti mesmo, impedindo que a tua subjetividade se afogue nas marés negativas. Depois, a teus semelhantes, exercendo a tolerância e o perdão, sem jamais sacrificar o respeito e a justiça. Livra a tua vida de tantos lixos acumulados. Atira pela janela as caixas que guardam mágoas e tantas fichas de tua contabilidade com os supostos débitos de outrem. Vive o teu dia como se fosse a data de teu renascer para o melhor de ti mesmo - e os outros te receberão como dom de amor. Pratica a difícil arte do silêncio. Desliga-te das preocupações inúteis, das recordações amargas, das inquietações que transcendem o teu poder.

Recolhe-te no mais íntimo de ti mesmo, mergulha em teu oceano de mistério e descobre, lá no fundo, o Ser Vivo que funda a tua identidade. Guarda este ensinamento: por vezes é preciso fechar os olhos para ver melhor. Acolhe a tua vida como ela é: uma dádiva involuntária. Não pediste para nascer e, agora, não desejas morrer. Faz dessa gratuidade uma aventura amorosa. Não sofras por dar valor ao que não merece importância. Trata a todos como igual, ainda que estejam revestidos ilusoriamente de nobreza ou se mostrem realmente como seres carcomidos pela miséria.

Faz da justiça o teu modo de ser e jamais te envergonhes de tua pobreza, de tua falta de conhecimentos ou de poder. Ninguém é mais culto do que o outro. O que existem são culturas distintas e socialmente complementares. O que seria do erudito sem a arte culinária da cozinheira analfabeta? Tua riqueza e teu poder residem em tua moral e dignidade, que não têm preço e te trazem apreço. Porém, arma-te de indignação e esperança.

Luta para que todos os caminhos sejam aplainados, até que a espécie humana se descubra como uma só família, na qual todos, malgrado as diferenças, tenham iguais direitos e oportunidades. E estejas convicto de que convergimos todos para Aquele que, supremo Atrator, impregnou-nos dessa energia que nos permite conhecer a abissal distância que há entre a opressão e a libertação.

Faze de cada segundo de teu existir uma oração. E terás força para expulsar os vendilhões do templo, operar milagres e disseminar a ternura como plenitude de todos os direitos humanos.

Ainda que estejas cercado de adversidades, se preservares a tua ecobiologia interior serás feliz, porque trarás em teu coração tesouros indevassáveis.

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Publicado no site ADITAL (28/05/04).
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• Confie em tudo o que acontecer

Roberto Shinyashiki

Muitas vezes a dor parecerá insuportável, as perdas, insuperáveis, os obstáculos, intransponíveis. Mas, com fé e determinação, descobriremos que somos maiores que tudo isso e, no final, celebraremos nossas vitórias.

Eu acredito que existe um Deus que cuida bem de nós e sabe o que faz. Eu acredito que a lógica de Deus é superior à minha capacidade de compreensão. Eu acredito que Deus nunca erra, embora, às vezes, eu não seja capaz de entender a razão de meu sofrimento.

Tudo o que acontece com a gente tem um propósito, tem um porquê. Basta olhar para trás, percorrendo nossa trajetória, para perceber quanto as experiências do passado – as dolorosas e as felizes – foram importantes para que chegássemos aonde estamos hoje.

Pessoas que tiveram doenças graves, um câncer, por exemplo, e precisaram fazer tratamentos dolorosos, como quimioterapia, normalmente passam a enxergar a vida de forma diferente depois que todo o sofrimento cessa. Percebem então quanto essa experiência difícil foi importante para que aprendessem muitas coisas sobre a vida que ainda não sabiam.

As jornadas mais complicadas sempre são aquelas que nos trazem mais sabedoria. Como nas histórias dos heróis de todos os tempos, há sempre o momento de enfrentar o grande desafio, de encarar a caverna mais profunda de toda a jornada. É nesse instante que o herói deve provar que tem força para seguir em frente.

O jornalista Mario Rosa mostra, em seu livro A Síndrome de Aquiles (Gente, 2001), uma imagem muito bonita do significado dos incêndios em nossa vida:

"Quem já foi a um parque como o Yosemite, na Califórnia, teve o raro privilégio de ver de perto o maior monumento vivo do reino vegetal: as legendárias sequóias. Essas árvores alcançam alturas impressionantes e chegam a viver até 4 mil anos. É quando se está diante de um portento tão poderoso como uma sequóia, vendo-a viva, tocando essa testemunha da História de nosso planeta, que quarenta séculos de vida deixam de ser apenas um número e passam a evocar uma forte emoção e algumas reflexões.

Uma sequóia já estava naquele mesmo lugar há 2 mil anos, quando Jesus nasceu. Quando a civilização egípcia estava terminando a construção da Grande Pirâmide de Gizé, as sequóias que hoje vemos vivas e pujantes já haviam brotado da terra. Se compararmos a duração da vida de uma sequóia com a de um ser humano, descobriremos que cinco anos dessa árvore representam em relação ao todo de sua existência o mesmo que um mês significa para um ser humano. Assim, a explosão nuclear que devastou Hiroshima e Nagasaki e pôs fim à Segunda Guerra Mundial, vista sob a perspectiva da vida de uma sequóia, ocorreu não faz um ano. O fim da Guerra do Vietnã se deu no semestre passado. E a morte de Lady Di, há dois fins de semana.

Intrigados com tanta força e resistência, os cientistas, com o passar do tempo, foram descobrindo os fatores que fazem com que as sequóias sejam esse fenômeno de sobrevivência. Um dos segredos da vida de uma sequóia é o fato de que, por ser tão alta, atrai raios durante as tempestades. São justamente os raios que provocam incêndios que, por sua vez, destroem os galhos mais pesados da árvore, possibilitando-lhe que concentre sua seiva nos galhos realmente indispensáveis. Em sua vida, raios, tempestades e incêndios são crises que, em vez de destruição, permitem purificação. Fazem com que ela não desperdice seiva, concentrando-se nos ramos essenciais. Isso permite que continue crescendo. E sobrevivendo".

Tal como as sequóias, nós somos seres com poderes infinitos, precisamos apenas que alguns raios nos ataquem para conhecermos nossa força.

Muitas vezes a dor parecerá insuportável, as perdas, insuperáveis, os obstáculos, intransponíveis. Mas, com fé e determinação, descobriremos que somos maiores que tudo isso e, no final, celebraremos nossas vitórias.

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fonte: Clube dos Campeões
imagem: Sequóias do parque Yosemite – fonte: Flickr

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quinta-feira, 16 de abril de 2009

• A Pequena Alma e o Sol

mãos

Neale Donald Walsch

Era uma vez, em tempo nenhum, uma Pequena Alma que disse a Deus:
— Eu sei quem sou!

E Deus disse:
— Que bom! Quem és tu?

E a Pequena Alma gritou:
— Eu sou Luz

E Deus sorriu.
— É isso mesmo! — exclamou Deus. — Tu és Luz!

A Pequena Alma ficou muito contente, porque tinha descoberto aquilo que todas as almas do Reino deveriam descobrir.

— Uauu, isto é mesmo bom! — disse a Pequena Alma.

Mas, passado pouco tempo, saber quem era já não lhe chegava. A pequena Alma sentia-se agitada por dentro, e agora queria ser quem era. Então foi ter com Deus (o que não é má idéia para qualquer alma que queira ser Quem Realmente É) e disse:

— Olá Deus! Agora que sei Quem Sou, posso sê-lo?

E Deus disse:
— Quer dizer que queres ser Quem já És?

— Bem, uma coisa é saber Quem Sou, e outra coisa é sê-lo mesmo. Quero sentir como é ser a Luz! — respondeu a pequena Alma.

— Mas tu já és Luz — repetiu Deus, sorrindo outra vez.

— Sim, mas quero senti-lo! — gritou a Pequena Alma.

— Bem, acho que já era de esperar. Tu sempre foste aventureira — disse Deus com uma risada. Depois a sua expressão mudou.
— Há só uma coisa...

— O quê? — perguntou a Pequena Alma.

— Bem, não há nada para além da Luz. Porque eu não criei nada para além daquilo que tu és; por isso, não vai ser fácil experimentares- te como Quem És, porque não há nada que tu não sejas.

— Hã? — disse a Pequena Alma, que já estava um pouco confusa.

— Pensa assim: tu és como uma vela ao Sol. Estás lá sem dúvida. Tu e mais milhões, ziliões de outras velas que constituem o Sol. E o Sol não seria o Sol sem vocês. Não seria um sol sem uma das suas velas... E isso não seria de todo o Sol, pois não brilharia tanto. E, no entanto, como podes conhecer-te como a Luz quando estás no meio da Luz — eis a questão.

— Bem, tu és Deus. Pensa em alguma coisa! — disse a Pequena Alma mais animada.

Deus sorriu novamente.
— Já pensei. Já que não podes ver-te como a Luz quando estás na Luz, vamos rodear-te de escuridão — disse Deus.

— O que é a escuridão? — Perguntou a Pequena Alma.

— É aquilo que tu não és — replicou Deus.

— Eu vou ter medo do escuro? — choramingou a Pequena Alma.

— Só se o escolheres. Na verdade não há nada de que devas ter medo, a não ser que assim o decidas. Porque estamos a inventar tudo. Estamos a fingir.

— Ah! — disse a Pequena Alma, sentindo-se logo melhor.

Depois Deus explicou que, para se experimentar o que quer que seja, tem de aparecer exatamente o oposto. É uma grande dádiva, porque sem ela não poderíamos saber como nada é — disse Deus.

— Não poderíamos conhecer o Quente sem o Frio, o Alto sem o Baixo, o Rápido sem o Lento. Não poderíamos conhecer a Esquerda sem a Direita, o Aqui sem o Ali, o Agora sem o Depois. E por isso, — continuou Deus — quando estiveres rodeada de escuridão, não levantes o punho nem a voz para amaldiçoar a escuridão. Sê antes uma Luz na escuridão, e não fiques furiosa com ela. Então saberás Quem Realmente És, e os outros também o saberão. Deixa que a tua Luz brilhe tanto que todos saibam como és especial!

— Então posso deixar que os outros vejam que sou especial? — perguntou a Pequena Alma.

— Claro! — Deus riu-se. — Claro que podes! Mas lembra-te de que “especial” não quer dizer “melhor”! Todos são especiais, cada qual à sua maneira! Só que muitos esqueceram-se disso. Esses apenas vão ver que podem ser especiais quando tu vires que podes ser especial!

— Uau — disse a Pequena Alma, dançando e saltando e rindo e pulando.

— Posso ser tão especial quanto quiser!

— Sim, e podes começar agora mesmo — disse Deus, também dançando e saltando e rindo e pulando juntamente com a Pequena Alma.

— Que parte de especial é que queres ser?

— Que parte de especial? — repetiu a Pequena Alma. — Não estou a perceber.

— Bem — explicou Deus —, ser a Luz é ser especial, e ser especial tem muitas partes. É especial ser bondoso. É especial ser delicado. É especial ser criativo. É especial ser paciente. Conheces alguma outra maneira de ser especial?

A Pequena Alma ficou em silêncio por um momento.

— Conheço imensas maneiras de ser especial! — exclamou a Pequena Alma — É especial ser prestativa. É especial ser generoso. É especial ser simpático. É especial ser atencioso com os outros.

— Sim! — concordou Deus — E tu podes ser todas essas coisas, ou qualquer parte de especial que queiras ser, em qualquer momento. É isso que significa ser a Luz.

— Eu sei o que quero ser, eu sei o que quero ser! — proclamou a Pequena Alma com grande entusiasmo. — Quero ser a parte de especial chamada “perdão”. Não é ser especial alguém que perdoa?

— Ah, sim, isso é muito especial, assegurou Deus à Pequena Alma.

— Está bem. É isso que eu quero ser. Quero ser alguém que perdoa. Quero experimentar- me assim — disse a Pequena Alma.

— Bom, mas há uma coisa que devias saber — disse Deus.

A Pequena Alma já começava a ficar um bocadinho impaciente.Parecia haver sempre alguma complicação...

— O que é? — suspirou a Pequena Alma.

— Não há ninguém a quem perdoar.

— Ninguém?

A Pequena Alma nem queria acreditar no que tinha ouvido.

— Ninguém! — repetiu Deus. Tudo o que Eu fiz é perfeito. Não há uma única alma em toda a Criação menos perfeita do que tu. Olha à tua volta.

Foi então que a Pequena Alma reparou na multidão que se tinha aproximado. Outras almas tinham vindo de todos os lados — de todo o Reino — porque tinham ouvido dizer que a Pequena Alma estava a ter uma conversa extraordinária com Deus, e todas queriam ouvir o que eles estavam a dizer.

Olhando para todas as outras almas ali reunidas, a Pequena Alma teve de concordar. Nenhuma parecia menos maravilhosa, ou menos perfeita do que ela. Eram de tal forma maravilhosas, e a sua Luz brilhava tanto, que a Pequena Alma mal podia olhar para elas.

— Então, perdoar quem? — perguntou Deus.

— Bem, isto não vai ter piada nenhuma! — resmungou a Pequena Alma — Eu queria experimentar- me como Aquela que Perdoa. Queria saber como é ser essa parte de especial.

E a Pequena Alma aprendeu o que é sentir-se triste.

Mas, nesse instante, uma Alma Amiga destacou-se da multidão e disse:
— Não te preocupes, Pequena Alma, eu vou ajudar-te — disse a Alma Amiga.

— Vais? — a Pequena Alma animou-se. — Mas o que é que tu podes fazer?

— Ora, posso dar-te alguém a quem perdoares!

— Podes?

— Claro! — disse a Alma Amiga alegremente. — Posso entrar na tua próxima vida física e fazer qualquer coisa para tu perdoares.

— Mas por quê? Porque é que farias isso? — perguntou a Pequena Alma. — Tu, que és um ser tão absolutamente perfeito! Tu, que vibras a uma velocidade tão rápida a ponto de criar uma Luz de tal forma brilhante que mal posso olhar para ti! O que é que te levaria a abrandar a tua vibração para uma velocidade tal que tornasse a tua Luz brilhante numa luz escura e baça? O que é que te levaria a ti, que danças sobre as estrelas e te moves pelo Reino à velocidade do pensamento, a entrar na minha vida e a tornares-te tão pesada a ponto de fazeres algo de mal?

— É simples — disse a Alma Amiga. — Faço-o porque te amo.

A Pequena Alma pareceu surpreendida com a resposta.

— Não fiques tão espantada — disse a Alma Amiga — tu fizeste o mesmo por mim.Não te lembras? Ah, nós já dançamos juntas, tu e eu, muitas vezes. Dançamos ao longo das eternidades e através de todas as épocas. Brincamos juntas através de todo o tempo e em muitos sítios. Só que tu não te lembras. Já fomos ambas o Todo. Fomos o Alto e o Baixo, a Esquerda e a Direita. Fomos o Aqui e o Ali, o Agora e o Depois. Fomos o Masculino e o Feminino, o Bom e o Mau — fomos ambas a vítima e o vilão. Encontramo-nos muitas vezes, tu e eu; cada uma trazendo à outra a oportunidade exata e perfeita para Expressar e Experimentar Quem Realmente Somos. E assim, — a Alma Amiga explicou mais um bocadinho — eu vou entrar na tua próxima vida física e ser a “má” desta vez. Vou fazer alguma coisa terrível, e então tu podes experimentar- te como Aquela Que Perdoa.

— Mas o que é que vais fazer que seja assim tão terrível? — perguntou a Pequena Alma, um pouco nervosa.

— Oh, havemos de pensar nalguma coisa! — respondeu a Alma Amiga, piscando o olho.

Então a Alma Amiga pareceu ficar séria, disse numa voz mais calma:

— Mas tens razão acerca de uma coisa, sabes?

— Sobre o quê? — perguntou a Pequena Alma.

— Eu vou ter de abrandar a minha vibração e tornar-me muito pesada para fazer esta coisa não muito boa. Vou ter de fingir ser uma coisa muito diferente de mim. E por isso, só te peço um favor em troca...

— Oh, qualquer coisa, o que tu quiseres! — Exclamou a Pequena Alma, que começou a dançar e a cantar:
— Eu vou poder perdoar, eu vou poder perdoar!

Então a Pequena Alma viu que a Alma Amiga estava muito quieta.

— O que é? — perguntou a Pequena Alma. O que é que eu posso fazer por ti? És um anjo por estares disposta a fazer isto por mim!

— Claro que esta Alma Amiga é um anjo! — Interrompeu Deus — São todas! Lembra-te sempre: Não te enviei senão anjos.

E então a Pequena Alma quis mais do que nunca satisfazer o pedido da Alma Amiga.

— O que é que posso fazer por ti? Perguntou novamente a Pequena Alma.

— No momento em que eu te atacar e atingir, — respondeu a Alma Amiga — no momento em que eu te fizer a pior coisa que possas imaginar, nesse preciso momento...

— Sim? — interrompeu a Pequena Alma — Sim?

A Alma Amiga ficou ainda mais quieta.

— Lembra-te de Quem Realmente Sou.

— Oh, não me hei de esquecer! — gritou a Pequena Alma — Prometo! Lembrar-me-ei sempre de ti tal como te vejo aqui e agora.

— Que bom, — disse a Alma Amiga — porque, sabes, eu vou estar a fingir tanto, que eu própria me vou esquecer. E se tu não te lembrares de mim tal como eu sou realmente, eu posso também não me lembrar durante muito tempo. E se eu me esquecer de Quem Sou, tu podes esquecer-te de Quem És, e ficaremos as duas perdidas. Então, vamos precisar que venha outra alma para nos lembrar às duas Quem Somos.

— Não vamos, não! — prometeu outra vez a Pequena Alma. — Eu vou lembrar-me de ti! E vou agradecer-te por esta dádiva — a oportunidade que me dás de me experimentar como Quem Eu Sou.

E assim o acordo foi feito. E a Pequena Alma avançou para uma nova vida, entusiasmada por ser a Luz, que era muito especial, e entusiasmada por ser aquela parte especial a que se chama Perdão.

E a Pequena Alma esperou ansiosamente pela oportunidade de se experimentar como Perdão, e por agradecer a qualquer outra alma que o tornasse possível.

E, em todos os momentos dessa nova vida, sempre que uma nova alma aparecia em cena, quer essa nova alma trouxesse alegria ou tristeza — principalmente se trouxesse tristeza a Pequena Alma pensava no que Deus lhe tinha dito.

"Lembra-te sempre — Deus aqui tinha sorrido — não te enviei senão anjos."

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recebi da Bê, por e-mail.

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