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sexta-feira, 23 de abril de 2010

• Algumas lições que o vulcão islandês ensinou sobre o tempo

Raios entre a nuvem de cinza vulcânica e lava saindo da cratera do vulcão de Eyjafjallajokull, na Islândia, que causou o fechamento de aeroportos em várias regiões do mundo

Não se poderia afirmar a sério que uma nuvem de repente permite que se veja claramente. A erupção de um vulcão islandês e o caos aéreo que se seguiu nos convidam, entretanto, a rever nossas ideias sobre o tempo. O tempo que faz e o tempo que é preciso fazer. Para viver, para agir, para pensar. Não são somente os aviões que estão presos no solo pelo mundo inteiro. É na verdade o tempo que, ao suspender seu voo, nos força a refletir.

A primeira lição é a humildade. Eis que estamos de volta a nosso lugar. Nós somos o que somos. Passageiros em uma Terra que só faz o que bem entende, e à sua maneira nos priva de nossos sonhos de altitude. O acontecimento tem tudo para inspirar filósofos e poetas. O planeta acaba de nos oferecer um grande freio saído das entranhas da Terra e propagado até a estratosfera. Há cinco dias a humanidade dança sobre um vulcão, dança em câmera lenta. Parte da humanidade, somente: há milhões de pessoas para quem as férias, e sobretudo as viagens de avião, continuam sendo tão improváveis quanto o despertar do Eyjafjöll sob a geleira Eyjafjallajökull, na Islândia, país pouco conhecido.

Passada a surpresa – o que faz um vulcão sob uma geleira? O que faz o calor sob a proteção do frio? A natureza tem ideias esquisitas de coabitação – , medimos quem é o mais forte. Não do modo trágico dos tsunamis da Ásia ou dos terremotos do Haiti, que matam dezenas de milhares e devastam paisagens. Nem do modo cômico, pois sabemos que viajantes e empresas não veem graça nenhuma nesse contratempo custoso e infeliz.

Mas, como observou no domingo Alain Finkielkraut no “Journal du Dimanche”, “o homem não está condenado a encontrar somente a si próprio: não é necessariamente uma má notícia”. Agora teremos em nós um pouco da Islândia, e cada um de nós se sentirá atingido pelo famoso “efeito borboleta” descrito nos tratados de globalização.

Uma outra lição tem a ver com o uso do tempo. Lentidão ou rapidez? É a vez da segunda. Tudo anda mais rápido, a informação, a vida profissional, o lazer, a leitura. Ninguém mais pensa em tirar um tempo, tirar seu tempo, despertar sua “tartaruga interna”.

Qualquer ação moderna parece desprovida de tempo. Como explica o sociólogo e filósofo alemão Hartmut Rosa, em seu ensaio que está sendo publicado na França sobre a sociedade da aceleração, as esferas política, econômica e até pessoal são dominadas por essa ditadura da urgência, que nos faz reagir e não agir, nos agitar quando seria preciso pousar, se não repousar.

É um ensinamento para aqueles que nos governam: o que se faz contra o tempo, o tempo esquecerá. Mil precipitações jamais fazem uma lentidão.

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texto: Eric Fottorino, para Le Monde (20/04/2010) – tradução: Lana Lim
imagem: Jon Pall Vilhelmsson/AP
fonte: UOL Notícias

2 comentários:

Luiz Alberto Machado disse...

Maravilha tudo por aqui, parabens. Indicarei nas minhas páginas, aguarde.
Beijabrações
www.luizalbertomachado.com.br

Maria Tereza Venzke disse...

Oi Lú,

Vim te fazer uma visitinha....

Delícia de espaço...


Tem um mimo p/ vc no meu blog...

http://despertandonaluz.blogspot.com/2010/04/irmas-de-alma-peguem-seu-selo.html

Espero q aprecie.

Bençãos amorosas, de coração á coração


Tereza