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Análise das energias da Numerologia e do Tarô que influenciam 2012 – Programa Universo in Foco (04/01/2012)

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sábado, 7 de fevereiro de 2009

• As pontes

Trilha Jardim

Gilmar Marcilio

Não queime as pontes que você já atravessou. Talvez seja preciso passar por elas novamente, algum dia. Costumo reler seguidamente estas frases, até para não ceder à tentação de uma conveniente amnésia, provocada pela incapacidade de enfrentar meus próprios erros. A vida é circular, e emoções que já pensávamos enterradas costumam ressurgir nos momentos mais inesperados. Pessoas vão e vêm ao sabor das circunstâncias. Amadurecer não nos torna imunes à dor e podemos voltar a cair em velhas armadilhas. E é fato sabido que às vezes somos salvos de muitos precipícios pela descoberta de alguma ponte que deixamos intacta.

Não é incomum encontrar criaturas que se vangloriam de ter conquistado fortuna ou fama jogando no lixo princípios e valores. Percorreram a estrada ateando fogo nos lugares já ultrapassados. Usam e descartam, esquecendo-se que caminhamos todos sobre uma corda esticada e frágil. Ao mais breve descuido, e inúmeras vezes sem que possamos interferir, uma mão invisível nos achata, devolvendo-nos à nossa real estatura.

A ideia de ir em frente pode ser apenas uma ilusão. Não raro pisamos sobre o mesmo solo, revemos antigas paisagens. Por força do hábito, pela repetição incessante de gestos e sentimentos, encolhemo-nos e continuamos a girar dentro de pequenos espaços. Às vezes, é preciso revisitar algumas histórias para descobrir onde falhamos, em que momento deveríamos ter mudado, pois o passado costuma borrar o presente com insistência incômoda. Resultado de culpas e situações mal resolvidas, que voltam a nos assombrar. Psicologia elementar, mas que não custa trazer à tona. Avançamos estrepitosamente, fazendo de conta que nada ficou para trás. Ocorre que somos o resultado da sucessão de muitos dias, e vale lembrar que humildade para rever atitudes não tem nada a ver com fraqueza. É, antes, uma aposta em nossa capacidade de destravar outras portas.

Olhar com lentidão, debruçando-se devagar e cuidadosamente para dentro, familiarizando-se com todas as pontes que nos permitiram chegar até aqui. E seguir aplainando as estradas que ainda não sabemos onde vão dar. No fim, talvez seja possível entender o nosso princípio. No dia em que a vida e a morte se fundirem, como um quebra-cabeça que não fomos capazes de montar inteiramente.

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E-mail: gilmar.marcilio@pioneiro.com
imagem: Trilha Jardim (Pelotas/RS) – arquivo 3º Milênio

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Gilmar escreveu, Bê enviou... pareceu que adivinharam meu momento. Logo no primeiro parágrafo, pensei: "recadinho do universo?". (rs)
Sincronicidades... elas existem!

4 comentários:

rosa disse...

Querida Lu Deus te proteja sempre neste caminho de amor e doação. lindo tudo isto
bjs

Bê disse...

Oi Lú
Tá uma delícia este teu espaço.....parabéns.....me senti em casa......
Obrigada
Beijo meu

Ana Beatriz disse...

Oi Lú!

Realmente o texto é interessante. Eu, particularmente, acredito que estamos sempre passando por situações propícias para sentir qualquer emoção, negativas ou positivas, mas quando passamos pelas situações que costumam trazer as negativas e as enfrentamos dispóstos a aprender e deixar de lado o sofrimento, elas vão amenizando até se extinguirem. Mas é interessante limpar o acúmulo. Isso tu sabes, faz uma grande diferença. Bjs. Bia

Ana disse...

Bonito, Lu...
Sincronicidades sempre tocam a gente! O "recado" chega direto!!

Te encaminhei o email do Prof. Pizarro!

Beijos!