Orientações para 2012

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Análise das energias da Numerologia e do Tarô que influenciam 2012 – Programa Universo in Foco (04/01/2012)

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segunda-feira, 13 de julho de 2009

• Mestrado Reiki – Por quê? Para quê?

Reiki

Lú Albuquerque

O Mestrado é o último degrau, o nível final do aprendizado Reiki. Nele o reikiano (já iniciado no Nível II ou IIIA) adquire os conhecimentos necessários para iniciar novos reikianos.

Um mestre não está obrigado a ensinar o método nem iniciar outras pessoas. Nem todos aqueles que se tornam mestres utilizam esta capacidade. O Mestrado pode ser realizado como forma de concluir os estudos do Reiki, ampliando conhecimento e autoconhecimento.

Outro fator motivador para tornar-se mestre é que, mesmo sem a obrigatoriedade de iniciar novos reikianos, ter esse conhecimento e capacidade à mão pode ser muito útil. Como exemplo, diante de uma doença grave podemos realizar a "iniciação de cura", que não sintoniza o paciente, mas traz energias curativas de alta freqüência que são mais poderosas do que aquelas dadas durante um tratamento comum de Reiki. Outra opção, diante de um caso grave, é sintonizar a própria pessoa ou um familiar que com ela resida para garantir aplicações diárias de Reiki, possibilitando maior rapidez e eficácia no tratamento, pois às vezes não dispomos de tempo para atender alguém todos os dias, mesmo à distância.

Concluí meu Mestrado em 2003, sem a pretensão de ensinar o método, apenas para meu conhecimento e evolução. Somente em 2007, após um "chamado interno", comecei a ministrar seminários e iniciar pessoas. Acredito que cada vez que mestres de Reiki são formados, seja onde for, há um grupo de pessoas – família, amigos, vizinhos, colegas de trabalho – que começa a despertar para a realidade Reiki. Eles sentem quando o mestre está preparado e aparecem como alunos e, assim, o professor surge. Penso ser muito importante existirem mais e mais pessoas com os conhecimentos do Reiki, professores ou não, para que essa energia, essa chama permaneça acesa e vá, aos poucos, curando toda a separação, toda a ilusão, tudo aquilo que impede o ser humano de ser feliz.

Além do grande aprendizado que ensinar Reiki me proporciona, tenho me sentido abençoada, privilegiada mesmo, por receber nos meus seminários pessoas muito especiais, que ao me escolherem como mestre permitem que eu cumpra minha missão: aprender e ensinar. Agora me preparo para ministrar o primeiro Mestrado, formar os primeiros mestres Reiki da minha linhagem.

A decisão de tornar-se mestre de Reiki é individual e intransferível. Ou seja, ninguém poderá avaliar se você está ou não preparado, se este é ou não o seu momento. Somente você poderá "sentir" se é chegada a hora de avançar ainda mais no caminho do coração, através da mestria.

Conteúdo Programático do Curso de Reiki Master - Sistema Usui/Tibetano

• Revisão dos conhecimentos sobre energia, estrutura do campo energético e canais de energia
• Revisão dos tópicos abordados nos Níveis I, II e IIIA de Reiki
• Técnicas especiais
• O quinto símbolo: sua capacidade, como desenhá-lo e utilizá-lo
• Utilização prática do Sopro Violeta, alinhamento de cura
• Como realizar a Iniciação dos Níveis I, II, IIIA e Mestrado
• Como realizar a Iniciação de Cura e a poderosa Iniciação dos Pés
• Código de ética
• Prática
• Orientações aos futuros Mestres Reiki
• Perfil do Mestre Reiki segundo Mikao Usui
• Planejamento para cursos de Reiki
• Iniciação Mestrado
• Iniciação dos Pés

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para saber mais, acesse... Seminários Reiki

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domingo, 12 de julho de 2009

• Inutilidade

inutilidade

Clarice Lispector

Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue; outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho... o de mais nada fazer.

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fonte/texto: Pensador
imagem: Movimento Poético

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sexta-feira, 10 de julho de 2009

• A Lei da Atração para relacionamento amoroso:
6 dicas para ter a vida amorosa que você deseja

casal

Na Lei da Atração a maioria das técnicas para manifestar um fabuloso relacionamento amoroso em sua vida inclui a visualização regular, a coleta de imagens ou criar "quadro de visualização" que reflita nossos desejos, abrindo espaço para alguém novo em nossas vidas.

Enquanto esses processos ajudam-nos a trazer nossos sonhos amorosos para a realidade, há outros passos necessários para permitir o parceiro ideal aparecer. Se você é sério sobre obter o relacionamento amoroso que você quer, siga esses seis passos:

1. Seja claro sobre o que ou quem você realmente quer. Antes que você possa criar um relacionamento perfeito para o resto de sua vida, você precisa saber o que tem nele para você. Algumas vezes as pessoas cometem erros ao definir seu parceiro ideal, como estar com uma pessoa específica ao invés de identificar a real essência do que realmente quer. Esclareça os sentimentos fundamentais, a emoção, experiências que você deseja, e deixe o universo cuidar da parte de oferecer o seu relacionamento amoroso perfeito a você.

2. Se você estiver insatisfeito com seu relacionamento amoroso atual, então pare de reclamar sobre seu parceiro. Quando não estamos felizes com o atual relacionamento amoroso, nós frequentemente culpamos nosso parceiro sem nos darmos conta. Nós observamos somente o lado ruim, ou os erros do parceiro.

Sempre que mantivermos uma imagem na nossa mente sobre eles(as) como pessoa com a qual não estamos satisfeitas, essa situação continuará a aparecer desta forma. Dê espaço para que ele(a) possa ser aquilo que é capaz de ser, observe somente as coisas boas em que vocês passaram juntos ou visualize os momentos felizes que viveram juntos ou que poderão viver. Isso trará uma imagem positiva de seu parceiro, gerando um melhor relacionamento amoroso.

3. Seja aberto. Deixe o universo surpreender você. Frequentemente os relacionamentos amorosos que duram a vida inteira se formam de maneiras inesperadas. Conecte-se com seu guia interno (emoções, sentimentos, intuição) e respeite esse guia. Garanto que não vai lhe deixar na mão.

4. Ame a você mesmo da mesma maneira que você quer que outros te amem. O nosso mais importante relacionamento amoroso de todo nossa vida é aquele que temos conosco, raramente damos a atenção ao que realmente interessa, NÓS MESMOS. Qualquer relacionamento que temos em nossa vida, como no trabalho, com seus filhos, irmãos e etc. é apenas uma reflexão de como nós tratamos a nós mesmos. Por esta razão (e também porque é bom), trate a você mesmo da forma que você quer ser tratado. Fale e faça boas coisas para você próprio. Quando você é bom para você mesmo, outros também serão.

5. Ame aos outros da forma que você quer ser amado. Para criar uma vibração forte e alinhada com o seu relacionamento amoroso desejado, Ame aos outros da forma que você quer ser amado. Incondicionalmente, sem restrições, abertamente – ofereça seu amor aos outros. É uma maneira excelente para criar o alinhamento, e advinhe – Você sente-se bem.

6. Finalmente, deixe ir tudo aquilo que não está funcionando em sua vida. Para que as coisas boas acontecam (como obter a vida amorosa que você quer), você tem que sentir-se bem. Elimine tudo aquilo que está te deixando mal. Seja o trabalho, maus hábitos, apartamento, relacionamento amoroso – tudo aquilo que você não se sente bem tem que ser remediado. Criar um aspirador (na intenção de aspirar as coisas ruins) em sua vida, permite ao Universo preenchê-la com coisas melhores.

A última dica por ela mesma pode abrir a janela da oportunidade que permite uma avalanche de coisas boas vir na sua direção!

Você perceberá que essas dicas tem uma coisa em comum: a criação de uma vibração alinhada com o relacionamento amoroso desejado. Porque "coisa atrai coisa", o poder da Lei da Atração está no alinhamento das vibrações (seus pensamentos e emoções) com os seus desejos e resultados. Espero que alguma dessas dicas possa te ajudar a obter um melhor relacionamento amoroso.

* Como criar um Quadro de Visualização para atrair seus objetivos *


Uma forma bem poderosa de usar a visualização é usando uma ferramenta chamada "Quadro de Visualização", também conhecida como "Quadro dos Sonhos". É uma das formas mais poderosas para colocar a Lei da Atração para trabalhar para você. O quadro de visualização é um conjunto de retratos dos seus objetivos e sonhos que você quer atrair para sua vida. É importante que você use a real figura do que você realmente quer atrair, pois tudo aquilo que você colocar em seu quadro de visualização será parte de sua realidade! Então, se você que um carro específico, tenha certeza que é o tipo, modelo e cor exato que você deseja para colocar no quadro de visualização.

Uma forma básica e divertida de criar seu quadro de visualização é usando uma tesoura, cola e revistas ou a internet. Folheie as revistas e procure por imagens dos seus sonhos, ou encontre pelo retrato perfeito na internet. Corte as imagens e cole no seu quadro de visualização. Para ficar mais poderoso ainda, adicione afirmações como "Eu amo dirigir minha BMW" ou "Eu gasto um tempo de qualidade com minha família". Isso reforça os seus desejos. Daí ergua seu quadro de visualização num local onde você possa ver todos os dias, como no seu quarto, na cozinha ou em qualquer outro lugar que você use regularmente. Observe-o diariamente, e sinta como se você já tivesse obtido as coisas nos seu quadro de visualização. Olhe para o seu quadro de visualização o máximo que puder com a intenção focada. Você se surpreenderá com as coisas do seu quadro de visualização aparecendo em sua vida - mais cedo ou mais tarde. Continue colocando as intenções no seu quadro e mantenha-se positivo.

Olhando para o seu quadro de visualização de uma forma consistente (diariamente), você manifestará a vida que você realmente deseja e merece!

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fonte: Lei da Atração.

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• Da razão e da paixão

Relâmpago

Khalil Gibran

E a sacerdotisa adiantou-se novamente e disse: Fala-nos da razão e da paixão.

E ele respondeu, dizendo: Vossa alma é freqüentemente um campo de batalha onde vossa razão e vosso juízo combatem vossa paixão e vosso apetite. Pudesse eu ser o pacificador de vossa alma, transformando a discórdia e a rivalidade entre vossos elementos em união e harmonia. Mas como poderei fazê-lo, a menos que vós mesmos sejais também pacificadores, mais ainda, enamorados de todos os vossos elementos?

Vossa razão e vossa paixão são o leme e as velas de vossa alma navegante. Se vossas velas ou vosso leme se quebram, só podereis derivar ou permanecer imóveis no meio do mar. Pois a razão, reinando sozinha, restringe todo impulso; e a paixão, deixada a si, é um fogo que arde até sua própria destruição.

Que vossa alma eleve, portanto, vossa razão à altura de vossa paixão, para que ela possa cantar, E que dirija vossa paixão a par com vossa razão, para que ela possa viver numa ressurreição cotidiana e, como a fênix, renascer das próprias cinzas.

Gostaria que tratásseis vosso juízo e vosso apetite como trataríeis dois hóspedes amados em vossa casa. Certamente não honraríeis um hóspede mais do que o outro; pois quem procura tratar melhor um dos dois, perde o amor e a confiança de ambos.

Entre as colinas, quando vos sentardes à sombra fresca dos álamos brancos, compartilhando a paz e a serenidade dos campos e dos prados distantes, então que vosso coração diga em silêncio: "Deus repousa na razão". E quando bramir a tempestade, e o vento poderoso sacudir a floresta, e o trovão e o relâmpago proclamarem a majestade do céu, então que vosso coração diga com temor e respeito: "Deus age na paixão". E já que sois um sopro na esfera de Deus e uma folha na floresta de Deus, vós também devereis descansar na razão e agir na paixão.

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Do livro "O Profeta".
Li no blog da Tereza V, que me autorizou "clonar". (rs)
A imagem garimpei na net e encontrei no blog Jardim de Poesia.
Tbm achei no YouTube.

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domingo, 5 de julho de 2009

• Ser terapeuta

Lú Albuquerque

Osho

Terapia é basicamente uma função do amor, e o amor somente flui quando não há ego. Você só pode ajudar o outro na medida em que você não é egoísta. No momento em que o ego entra, o outro se torna defensivo. O ego é agressivo; ele cria uma necessidade automática no outro de ser defensivo. O amor é não-agressivo. Ele ajuda o outro a permanecer vulnerável, aberto, não-defensivo. Portanto, sem amor não há terapia.

Terapia é uma função do amor. Logo, com ego você não pode ajudar. Você pode até mesmo destruir o outro. Em nome de ajuda você pode até mesmo obstruir o seu crescimento. Mas a psicologia ocidental está numa bagunça.

A primeira coisa: a psicologia ocidental ainda pensa em termos de um ego saudável. E o ego nunca pode ser saudável. É uma contradição do próprio termo. Ego, em si, é doença. O ego não pode nunca ser saudável. O ego está sempre levando você em direção a mais e mais doença. Mas a psicologia ocidental pensa (toda a mentalidade ocidental tem sido) que as pessoas estão sofrendo de egos fracos. As pessoas não estão sofrendo de fraqueza do ego, mas de muito egoísmo. Mas se a sociedade é orientada pela mentalidade masculina, orientada pela agressividade, o único desejo da sociedade é como conquistar tudo, então naturalmente você tem que abandonar tudo o que é feminino em você, você tem que abandonar metade do seu ser na escuridão – e você tem de viver com a outra metade. A outra metade nunca pode ser saudável, porque a saúde vem da totalidade. O feminino tem de ser aceito. O feminino é o não-ego, o feminino é receptividade, o feminino é amor.

Uma pessoa realmente saudável é alguém que está totalmente equilibrada entre o masculino e o feminino. De fato, é alguém cuja masculinidade foi cortada, destruída por sua feminilidade, que transcendeu a ambos, que não é masculino nem feminino – que simplesmente é. Você não pode categorizá-lo. Este homem é pleno, e este homem é são. E para este homem, no Oriente, nós sempre olhamos como o Mestre.

No Oriente, nós não criamos nada paralelo ao psicoterapeuta. O Oriente criou o Mestre, o Ocidente criou o psicoterapeuta. Quando as pessoas estão mentalmente perturbadas, elas vão a um psiquiatra no Ocidente; no Oriente elas vão a um Mestre. A função do Mestre é totalmente diferente. Ele não o ajuda a atingir um ego mais forte. Na verdade, ele faz você sentir que o ego que você tem já é demais. Abandone-o! Deixe-o ir!

Uma vez que o ego foi abandonado, subitamente você é um, pleno e fluídico. E não há nenhum bloco e nenhum obstáculo...

No Oriente, a nossa abordagem é de que o terapeuta não tem de fazer nenhum trabalho. O terapeuta torna-se simplesmente um veículo para a energia de Deus. Ele tem somente que estar disponível como um bambu oco, de maneira que Deus passe através dele. O curador tem de se tornar simplesmente uma passagem.

O paciente é um homem – aos olhos orientais – que perdeu o seu contato com Deus. Ele se tornou muito egoísta, e perdeu o seu contato com Deus. Ele criou uma tal muralha da China a sua volta que ele não sabe mais o que Deus é, ele não sabe mais o que é a totalidade. Ele está totalmente desconcertado das raízes, da própria fonte da vida. É por isso que ele está doente – mentalmente, fisicamente ou de qualquer outra maneira. A doença significa que ele perdeu a trilha da fonte. O curador (healer), o terapeuta no Oriente, tem como função conectá-lo com a fonte novamente. Ele perdeu a fonte, mas você ainda tem a conexão.

Você segura a mão da pessoa. Ela está escondida atrás de uma parede. Deixe-a estar escondida por detrás da parede. Mesmo se você puder segurar a sua mão através de um buraco na parede... se ela pode confiar em você, ela não pode confiar num Deus, ela não sabe o que Deus significa. A palavra tornou-se sem sentido para ela. Mas ela pode confiar no terapeuta, ela pode dar a mão ao terapeuta. O terapeuta está vazio, simplesmente em sintonia com Deus, e a energia começa a fluir. E esta energia é tão vital, tão rejuvenescedora, que mais cedo ou mais tarde ela dissolve aquelas muralhas da China em volta do paciente, ele tem um vislumbre do não-ego. Este vislumbre o faz são e pleno, nada mais o faz são e pleno.

Portanto, se o próprio terapeuta é um egoísta, então é impossível. Ambos são prisioneiros. Sua prisões são diferentes, mas eles não podem ser de grande ajuda. Toda a minha abordagem sobre terapia, é de que o terapeuta tem de tornar-se um instrumento de Deus. Eu não estou dizendo não saiba o know-how. Saiba o know-how! – mas faça este know-how disponível para Deus. Deixe Ele usá-lo. Aprenda psicoterapia, aprenda todos os tipos de terapias. Saiba tudo o que é possível saber, mas não se prenda- a isto. Ponha isto lá, deixe Deus estar disponível através de você. Permita Deus através de todo o seu know-how, permita à Deus fluir através de seu know-how. Deixe-o ser a fonte da cura e da terapia. Isto é que é amor.

O amor relaxa o outro. O amor dá confiança ao outro. O amor banha o outro, cura as suas feridas.

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Recebi o texto por e-mail, da Bê. A foto foi feita p/ilustrar minha apostila de Reiki de nível 1.

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• Pela noite

Toque

Caio Fernando Abreu

E se realmente gostarem? Se o toque do outro de repente for bom? Bom, a palavra é essa. Se o outro for bom para você. Se te der vontade de viver. Se o cheiro do suor do outro também for bom. Se todos os cheiros do corpo do outro forem bons. O pé, no fim do dia. A boca, de manhã cedo. Bons, normais, comuns. Coisa de gente. Cheiros íntimos, secretos. Ninguém mais saberia deles se não enfiasse o nariz lá dentro, a língua lá dentro, bem dentro, no fundo das carnes, no meio dos cheiros. E se tudo isso que você acha nojento for exatamente o que chamam de amor? Quando você chega no mais íntimo, no tão íntimo, mas tão íntimo que de repente a palavra nojo não tem mais sentido. Você também tem cheiros. As pessoas têm cheiros, é natural. Os animais cheiram uns aos outros. No rabo. O que é que você queria? Rendas brancas imaculadas?

Será que amor não começa quando nojo, higiene ou qualquer outra dessas palavrinhas, desculpe, você vai rir, qualquer uma dessas palavrinhas burguesas e cristãs não tiver mais nenhum sentido? Se tudo isso, se tocar no outro, se não só tolerar e aceitar a merda do outro, mas não dar importância a ela ou até gostar, porque de repente você até pode gostar, sem que isso seja necessariamente uma perversão, se tudo isso for o que chamam de amor. Amor no sentido de intimidade, de conhecimento muito, muito fundo. Da pobreza e também da nobreza do corpo do outro. Do teu próprio corpo que é igual, talvez tragicamente igual.

O amor só acontece quando uma pessoa aceita que também é bicho. Se amor for a coragem de ser bicho. Se amor for a coragem da própria merda. E depois, um instante mais tarde, isso nem sequer será coragem nenhuma, porque deixou de ter importância. O que vale é ter conhecido o corpo de outra pessoa tão intimamente como você só conhece o seu próprio corpo. Porque então você se ama também.

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fonte: Just in Time

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sábado, 27 de junho de 2009

• Quero estar dentro de um abraço que me baste

abraço

Aonde é que você gostaria de estar agora, neste exato momento? Fico pensando nos lugares paradisíacos onde já estive, e que não me custaria nada reprisar: num determinado restaurante de uma ilha grega, na beira de diversas praias do Brasil e do mundo, na casa de bons amigos, em algum vilarejo europeu, numa estrada bela e vazia, no meio de um show espetacular, numa sala de cinema vendo a estreia de um filme muito esperado, e principalmente, no meu quarto e na minha cama, que nenhum hotel cinco estrelas consegue superar a intimidade da gente é irreproduzível.

Posso também listar os lugares onde não gostaria de estar: num leito de hospital, numa fila de banco, numa reunião de condomínio, presa num elevador, em meio a um trânsito congestionado, numa cadeira de dentista.

E então? Somando os prós e os contras, as boas e más opções, onde, afinal, é o melhor lugar do mundo?

Dentro de um abraço.

Que lugar melhor para uma criança, para um idoso, para uma mulher apaixonada, para um adolescente com medo, para um doente, para alguém solitário? Dentro de um abraço é sempre quente, é sempre seguro. Dentro de um abraço não se ouve o tic-tac dos relógios e, se faltar luz, tanto melhor. Tudo o que você pensa e sofre, dentro de um abraço, se dissolve.

Que lugar melhor para um recém-nascido, para um recém-chegado, para um recém-demitido, para um recém-contratado? Dentro de um abraço nenhuma situação é incerta, o futuro não amedronta, estacionamos confortavelmente em meio ao paraíso.

O rosto contra o peito de quem te abraça, as batidas do coração dele e as suas, o silêncio que sempre se faz durante esse envolvimento físico: nada há para se reivindicar ou agradecer, dentro de um abraço voz nenhuma se faz necessária, está tudo dito.

Que lugar no mundo é melhor para se estar? Na frente de uma lareira com um livro estupendo, em meio a um estádio lotado vendo seu time golear, num almoço em família onde todos estão se divertindo, num final de tarde de frente para o mar, deitado num parque olhando para o céu, na cama com a pessoa que você mais ama?

Difícil bater essa última alternativa, mas onde começa o amor, senão dentro do primeiro abraço? Alguns o consideram como algo sufocante, querem logo se desvencilhar dele. Até entendo que há momentos em que é preciso estar fora de alcance, livre de qualquer tentáculo. Esse desejo de se manter solto é legítimo, mas hoje me permita não endossar manifestações de alforria. Entrando na semana dos namorados, recomendo fazer reserva num local aconchegante e naturalmente aquecido: dentro de um abraço que te baste.

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"Dentro de um Abraço", por Martha Medeiros. Recebi da Bê, por e-mail.

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• Osho - do livro The Dhammapada

O Amor e a capacidade de estar só...



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Maria deixou pra mim no Orkut. Sábios conceitos.

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sexta-feira, 26 de junho de 2009

• Entrega...

"Aos caminhos, eu entrego o nosso encontro..."
(Caio Fernando Abreu, em "Estranhos Estrangeiros")

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sexta-feira, 19 de junho de 2009

• Reflexões para psicoterapeutas, aspirantes e curiosos

Contardo Calligaris

Para ser um bom psicoterapeuta, é útil que a gente possua alguns traços de caráter ou de personalidade que, dito aqui entre nós, dificilmente podem ser adquiridos no decorrer da formação: melhor mesmo que eles estejam com você desde o começo.

Se você quer ser olhado com gratidão por seus pacientes e pelos outros em geral, talvez seja melhor ser médico. Claro que todo mundo gosta de reconhecimento, não é? Mas há sujeitos para quem é crucial ser constantemente objeto de uma veneração amorosa. Então, se por alguma razão é importante para você se alimentar no reconhecimento e no agradecimento infinitos dos outros, então não escolha a profissão de psicoterapeuta. Por duas razões:

Primeiro: na vida social, o psicoterapeuta não encontra nada de parecido com a espécie de gratidão que, em geral, é reservada ao médico. O psicoterapeuta encontra uma atitude que é uma mistura de temor com escárnio. Tipo assim: “ah... você é psicanalista? Justamente acabo de ler uma matéria, onde é que era?... sabe, daqueles americanos que provam que a psicanálise é uma baboseira, você leu?”

Segundo: o psicoterapueta não deve esperar gratidão de seus pacientes. Nas curas que proporciona, o psicoterapeuta é, por assim dizer, ele mesmo o remédio. E, nos melhores casos, quando tudo dá certo, ele acaba exatamente como um remédio que a gente usou e que fez seu efeito: uma caixinha aberta, com as poucas pílulas que sobraram, no fundo do armário do banheiro. A caixinha é guardada durante um tempo, porque nunca se sabe; um dia a gente a encontra, não se lembra mais qual era seu uso, constata que, de qualquer forma o remédio está vencido e joga fora. E é bom que seja assim. Nenhuma psicoterapia, seja ela qual for, deveria almejar a dependência do paciente.

Tudo isso apenas para dizer que, se você gosta da idéia de ser um notável na cidade e de se sentir amado, a psicoterapia talvez não seja a melhor escolha profissional para você. Por isto insisto. As psicoterapias em geral se beneficiariam muito com algumas décadas de menos brilho, menos neuroses de seus chefes e mais cuidado com os pacientes. Portanto, por favor, se sua personalidade pede amor e admiração ao mundo, invente uma crença, torne-se médico, mas, pelo bem das psicoterapias, desista. Ou então (mas este é um caminho longo), antes de se autorizar ser psicoterapeuta, faça o necessário para mudar mesmo.

Mas então, vamos ao que importa. Esta carta deveria tratar dos traços de caráter que eu procuraria em quem quisesse se tornar psicoterapeuta. Não se decidir a ordem, mas todos estes eu gostaria de encontrar:

Primeiro: Um gosto pronunciado pela palavra e um carinho espontâneo pelas pessoas, por diferentes que sejam de você.

Segundo: Uma extrema curiosidade pela variedade da experiência humana com o mínimo possível de preconceito. Você pode ter suas crenças e convicções. Aliás, é ótimo que as tenha, mas, se essas convicções acarretam, aprovação ou desaprovação morais preconcebidas das condutas humanas, sua chance de ser um bom psicoterapeuta é muito reduzida, para não dizer, nula. É fácil entender que, se você tiver opiniões morais prontas sobre a metade dos atos possíveis nesta terra, é melhor deixar a profissão de terapeuta para quem tem mais indulgência pela variedade da experiência humana.

Terceiro: Este ponto é controvertido: além de uma grande e indulgente curiosidade pela variedade da experiência humana, eu gostaria que o futuro psicoterapeuta já tivesse, nessa variedade, uma certa quilometragem rodada. Ou seja, há que não ser muito “normal”. Mas não se entende que esta fachada de normalidade possa ser, hoje, um critério na hora de selecionar candidatos para a formação. Enfim, lembre-se: Primeiro: um psicoterapeuta que define uma conduta como “desvio” não fala em nome da psicoterapia e ainda menos em nome da psicanálise. Ele fala quer seja em nome do seu anseio de normalidade social, quer seja em nome de seu esforço para reprimir nele mesmo o desejo que parece condenar. Segundo, e mais geral, quem estigmatiza categorias como os “homossexuais”, os “sadomasoquistas”, os “exibicionistas”, etc. é um atacadista, enquanto a psicoterapia/psicanálise trabalha no varejo: a fantasia e o desejo só encontram seu sentido nas vidas singulares.

Quarto: O último traço que eu gostaria de encontrar no futuro psicoterapeuta é uma boa dose de sofrimento psíquico. Desaconselho a profissão a quem está “muito bem, obrigado”, por duas razões:

a) uma parte essencial da formação de um terapeuta que trabalhará com as motivações conscientes ou inconscientes de seus pacientes, consiste no seguinte: o futuro terapeuta deve, ele mesmo, ser paciente, durante um bom tempo. É improvável que uma psicanálise aconteça sem que um sofrimento reconhecido motive o paciente. O processo não é necessariamente desagradável, mas pede uma determinação e uma coragem que podem falhar mais facilmente em quem “não precisa de tratamento”. Porque diabo me aventurarei a explorar os porões da minha cabeça, lugares malcheirosos e arriscados, se eu não for empurrado pela vontade de resolver um conflito, acalmar um sintoma e conseguir viver melhor?

b) uma segunda razão para preferir que o futuro psicoterapeuta traga consigo uma boa dose de sofrimento psíquico e precise se curar. Durante os anos da sua prática clínica, no futuro, muitas vezes você duvidará da eficácia de seu trabalho. Encontrará pacientes que não melhoram, agarrados a seus sintomas mais dolorosos como um náufrago a um salva-vidas; viverá momentos consternados em que as palavras que lhe ocorrerão parecerão alfinetes de brinquedo agitados em vão contra forças imensamente superiores. Nesses momentos (que, acredite, serão freqüentes) será bom lembrar que você sabe mesmo (e não só pelos livros) que sua prática adianta. Sabe por que a prática que você propõe a seus pacientesjá curou ao menos um: você.

Resumindo, meu jovem amigo que pensa em ser terapeuta, se você sofre, se seus desejos são um pouco (ou mesmo muito) estranhos, se (graças à sua estranheza) você contempla com carinho e sem julgar (ou quase) a variedade das condutas humanas, se gosta da palavra e se não é animado pelo projeto de se tornar um notável de sua comunidade, amado e respeitado pela vida afora, então, benvindo ao clube: talvez a psicoterapia seja uma profissão para você.

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Parte do livro "Cartas a um Jovem Terapeuta – Reflexões para psicoterapeutas, aspirantes e curiosos" (Editora Campus).
Recebi por e-mail da Bê.

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• Luiza chegou!


Não tenho postado com a frequência que gostaria porque o tempo anda realmente escasso pra net. Até mesmo os e-mails não tenho dado conta de ler. Visitar blogs amigos, então...

Mas tirei um tempinho nessa madrugada pra registrar a chegada da Luiza, minha sobrinha, filha de minha irmã caçula Luciana e do Duda. Nascida no domingo dia 07 de junho, com 3.675Kg, perfeita e saudável – uma bênção!

Pois Luiza chegou com Sol em Gêmeos, trazendo a frequência do Raio Azul (Salve Miguel!) e sob a influência do Número Seis (sua missão) e do Arcano do Tarô "Os Amantes". Combinação de determinação, responsabilidade, família, amor, cuidado com o outro e escolhas.

Estamos todos, claro, muito felizes. É sempre uma alegria receber uma criança na família. Uma sensação de continuidade, de contribuição ao mundo.

Que o Universo conceda muitas bênçãos a ela para que cumpra com felicidade seu propósito neste amado planeta Terra!

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sábado, 6 de junho de 2009

• Guerreiro da Paz

Eu chamo a força, eu chamo a força, eu chamo a força
força das pedras para me firmar
Eu chamo a terra, eu chamo a terra, eu chamo a terra
eu chamo a terra para me enraizar

Eu chamo o vento, eu chamo o vento, eu chamo o vento
eu chamo o vento vem me elevar
Eu chamo o fogo, eu chamo o fogo, eu chamo o fogo
eu chamo o fogo para me purificar

Eu chamo a Lua, chamo o Sol, chamo as estrelas
Chamo o universo para me iluminar
Eu chamo a água, chamo a chuva e chamo o rio
Eu chamo todos para me lavar

Eu chamo o raio, o relâmpago e o trovão
Eu chamo todo o poder da criação
Eu chamo o mar, chamo o céu e o infinito
Eu chamo todos para nos libertar

Eu chamo Cristo, eu chamo Budha, eu chamo Krishna
Eu chamo a força de todos orixás
Eu chamo todos com suas forças divinas
Eu quero ver o universo iluminar

Eu agradeço pela vida e a coragem
Ao universo pela oportunidade
E a minha vida eu dedico com amor
Ao sonho vivo da nossa humanidade

Sou mensageiro, sou cometa, eu sou indígena
Eu sou filho da nação do Arco Íris
Com meus irmãos eu vou ser mais um guerreiro
Na nobre causa do Inka Redentor

Eu sou guerreiro, eu sou guerreiro e vou lutando
A minha espada é a palavra do amor
O meu escudo é a bondade no meu peito
E o meu elmo são os dons do meu senhor

Eu agradeço a nossa Mãe e ao nosso Pai
E aos meus irmãos por todos me ajudar
A minha glória para todos eu entrego
Porque nós todos somos um nesta união

Ñdarei a sã
ñdarei a sã
ñdarei a sã
Desde o principio
todos nós somos irmãos!
Orei ouá
Orei ouá
Orei ouá
Viva o Poder de todo o universo!

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A Carmen Garres deixou esse vídeo no orkut pra mim. Como praticante de Santo Daime por alguns anos, sinto-me mto próxima dessa frequência. Salve o Povo da Floresta! Salve Império Juramidan!

Música de Orestes Grokar, regente das cerimônias xâmanicas dentro da Doutrina do Santo Daime em Santa Maria no Rio Grande do Sul. Coordenador da Nação Tutumbaiê. Fonte das Imagens: Web

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