Orientações para 2012

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Análise das energias da Numerologia e do Tarô que influenciam 2012 – Programa Universo in Foco (04/01/2012)

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domingo, 28 de setembro de 2008

• Eu Sou Libriana!

Libra

Eu sou a harmonia, a beleza, o senso da justiça, aquele que gosta se relacionar.

Tenho a sabedoria intuitiva da arte do relacionamento. Adoro as sutilezas e os requintes no Amor e na Vida. A beleza é o alimento do meu espírito: a beleza da Alma, do Comportamento, do Ser.

Sou especialmente sensível para os detalhes, na aproximação ao outro. Se você quiser se relacionar legal comigo, nunca chegue de qualquer jeito. Para mim, longe é já perto. E o silêncio é o melhor jeito de falar. Presto atenção ao conteúdo das coisas, mas, sobretudo na forma pela qual as coisas se manifestam. Sou mestre nas formas e faço questão de reverenciá-las: sentir a presença sem ter que olhar, se deliciar na observação dos gestos, perceber a fala do timbre da voz, saborear a inteligência da respiração.

Meu Dom é a arte do relacionamento, a vivência do desembaraço, a força da mutualidade. No Japão antigo, o Samurai que conseguisse perceber a respiração do outro ganhava a luta. Para mim, importa não só a ordem, mas a beleza, a arte, também o sentido do belo, do harmônico, do justo, e quando o realizo me sinto feliz.

Sou gentil, defendo-me dos golpes da vida com meu encanto e sorriso. Procure por mim quando precisar de um mediador, pois sei como dar um jeito na situação. Geralmente faço isso, porque consigo entender os pontos de vista do outro, mesmo que isso nem sempre seja muito interessante para mim. Sei ouvir, receber o diferente.

Atuo melhor num belo ambiente, bem equilibrado, onde haja conversação interessante e culta. Me dá prazer falar sobre sentimentos, enquanto não houver excessos ou cenas confusas, especialmente em público. Comportamentos grosseiros, realmente me transtornam.

Posso ser emotivo com relação às idéias de Justiça, de leis, artes, e de atitudes corretas. Essas coisas me interessam e aprecio uma discussão bem formulada sobre elas, num ambiente agradável. Sou bom para criar esse clima e mantê-lo pacífico e moderado. Ainda assim, amo os debates e os paradoxos me fascinam. Sempre vejo os dois lados de uma questão, e essa habilidade pode levar-me ao tormento da indecisão, porque sou capaz de defender ambos os lados com igual vigor. Sou uma balança humana.

A beleza estimula o meu senso de equilíbrio, mesmo se for um tanto convencional. Preciso me sentir belo para me expor. Sou um teórico da Beleza, um esteticista natural, e consigo revelar a beleza além das aparências.

O dinheiro e a bem-aventurança material são indispensáveis para realizar meus sonhos, mas graças à vida, eles sempre me acompanham.

Sou um ser humano, cuja primeira reação, diante de qualquer situação social, é ser um cavalheiro ou uma dama, mesmo se estiver fora de moda. Ser gentil não me custa nada, mas posso ser muito analítico e crítico também. Isso me ajuda a manter o equilíbrio, pois sou muito sensível às questões de Justiça e Harmonia.

Muitas vezes sacrifico os meus interesses em função dos outros. Sou honesto e prestativo.

Gosto de envolver minha vida em graça, elegância, beleza, refinamento. Visto-me bem e tenho um bom senso de cores. Com o meu bom gosto natural, posso escolher os acessórios certos para qualquer roupa, não me importa quão limitado esteja o meu orçamento. Sou artista.

Às vezes, a indecisão toma conta de mim, embora reconheça que isto acontece porque estou sempre em busca da solução justa. Adoro ser visto, contemplado e elogiado, porque eu faço conscientemente coisas para agradar as pessoas e ao mundo. Adoro receber presentes: flores, jóias, convites para atividades artísticas. Gosto de ir ao cabeleireiro e à manicure, ao dentista; receber massagens. Gosto de conviver com o máximo de conforto, beleza e elegância possível. Gosto de dinheiro, de ouro, de pedras preciosas.

Minha parceria ideal é intuitiva, ligada e cerimoniosa. Adora os meus encantos. Que simplesmente vou gerando, por todo lugar onde passo. Me preparo conscientemente para embelezar a vida, e gosto das pessoas que são sensíveis aos meus trabalhos.

Para mim, o ritual de camarim, a preparação para o encontro é fundamental. Não gosto que invadam minha intimidade, sem estar pronto para receber, ou que não seja respeitado o tempo que preciso para me preparar. Por isto aconselho a me avisarem com antecedência para qualquer empreitada.

* * *
por Hector Othon (www.astrothon.com)

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sábado, 27 de setembro de 2008

• A montanha do amor

(Roberto Shinyashiki)

O amor quase sempre começa com uma paixão. Vem como uma tempestade em alto mar, que interrompe a calmaria de uma vida que parecia segura e tranqüila. Sem pedir licença, as ondas desse mar invadem o convés e lançam para fora do navio o tédio e a desmotivação.

Passada a tempestade, o viajante desse barco percebe que foi levado a uma ilha. É terra firme, onde poderá plantar a semente da sua vida e de suas realizações. A ilha é um cenário paradisíaco, onde tudo é perfeito. Parece que o lugar foi feito sob medida para esse navegante. Paisagens mágicas, águas cristalinas, pássaros de cores nunca vistas e cantos maravilhosos.

Então, ele começa a explorá-la e nota que nem tudo se encaixa em seu sonho tropical. As árvores dessa ilha não davam exatamente os frutos que desejava, e isso o decepciona. A água doce não é tão abundante quanto ele pensava. Todas as suas esperanças estão naquela ilha. Se ela não o alimentar, não suprir as suas necessidades, o que será de sua vida?

Essa ilha é como a pessoa amada. Em quem se depositam todos os desejos, carências e também as ilusões: “Com ela, vou fazer o que sempre quis”. “Eu nunca mais vou me sentir só”. E quando o outro não faz o que se espera, vem a desilusão.

É que a pessoa teve a esperança de que alguém fizesse o que era sua tarefa: realizar-se como ser amoroso. Centrou o poder da sua vida no parceiro. Imagina que ele vá satisfazer suas carências e dar-lhe toda a felicidade imaginada. Certamente, você se lembra de um momento no seu relacionamento em que ambos se sentiam totalmente felizes.

Cada olhar era uma viagem ao infinito, cada conversa uma lição de compreensão e tranqüilidade, cada abraço era o carinho mais eterno. Aos poucos, porém, as coisas foram mudando. Até que um certo dia você se sente só, como se tivesse sido enganado. O que aconteceu?

Pode parecer incrível, mas a verdade é que o amor é mais pleno quando as pessoas envolvidas não precisam do outro para se sentir realizadas. O amor transcorre mais serenamente entre aqueles que se sentem inteiros, desprendidos e, então, podem se entregar.

Quando você precisa do companheiro, reduz o ser amado a um simples prestador de serviços. Precisa dele, assim como de um encanador para instalar uma torneira em sua casa, pois você não sabe como fazê-lo. Não significa que você ame o encanador. Apenas necessita dele para ter água em sua cozinha. Ele faz o serviço, você paga, e pronto!

No amor, quando isto acontece, o pagamento não é cobrado em dinheiro. O outro imagina que deve ser pago com o que ele próprio precisa. Se não o fizer, você assume uma dívida, cobrada depois com juros e correção monetária. Tão enganoso quanto o precisar é o querer. “Quero que ele me leve para viajar”. “Quero que ela me compreenda”.

Note que o querer é sempre um plano, não uma determinação. O pior é que, quando se investe energia em querer que o outro faça alguma coisa, automaticamente se investe energia no medo de não conseguir. “Quero que ele me leve para viajar, mas tenho medo de que não o faça”. “Quero que ela me compreenda, mas tenho medo de que não consiga”.

Quanto mais desejo, mais medo. O problema não é só querer mudar o outro, em vez de criar uma opção que não dependa dele. O maior problema é que se instala uma tensão em você, no outro e na relação, gerada pela luta entre querer e temer. É uma mensagem confusa.

Ele sente, ao mesmo tempo, o seu amor, desejo, medo e tensão. Isso tudo atrapalha a tranqüilidade de se sentir feliz por estar junto... A segurança na sua capacidade de amar e a confiança de que vocês descobrirão o que é melhor para os dois.

Essa confiança está baseada em duas virtudes: a capacidade de estar em intimidade e a de manter a autonomia. Intimidade não é só o que acontece quando dois corpos fazem amor, mas algo infinitamente maior. É compartilhar sentimentos e pensamentos: almas nuas se encontrando sem disfarces. É saber expressar o que está acontecendo dentro de si, receber o outro e, juntos, encontrarem espaço para os dois seres.

A maior parte das pessoas teme a intimidade por considerar muito negativo o que guardam dentro de si. Elas imaginam que só têm inveja, sentimentos de inferioridade, desejos inconfessáveis. Então, se escondem. Falam dos seus atos e até de seus planos, mas não mostram seu interior, porque sabe que, quando alguém entrar, terá uma visão completa. Conhecerá o interior e entenderá o exterior.

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domingo, 14 de setembro de 2008

• Eu... Mulher Paixão Relâmpago


A Mulher Paixão Relâmpago

Espontânea Gentil Romântica Inexperiente (EGRI)

Romântica, esperançosa, sempre disponível. Provável de levar um romance à distância e capaz de se apaixonar de repente! Você é A Mulher Paixão Relâmpago.

Você aceita o amor conforme as oportunidades aparecem, o que pode levar a uma vida cheia de ansiedade, mas também cheia de aventuras e emoções. Você é daquelas pessoas gentis de verdade. Sem falsidade e sem exageros, sendo provável que seus relacionamentos sejam, em geral, felizes. Tanto os passados quanto os futuros. Você tem uma quantidade razoável de experiências românticas para a sua idade e muitas outras ainda estão por vir.

Sabemos disso, em parte, porque, de todos os perfis femininos, você é a mais inclinada a se apaixonar perdidamente e logo de cara! Seus resultados mostram claramente que você é capaz de ficar obcecada por um sujeito que acabou de conhecer. Obviamente uma vivência intensa que vem dessa sua paixão natural, mas que também pode te transformar em uma pessoa autodestrutiva.

O seu par ideal é alguém que vai te amar de volta na mesma intensidade e alguém que você possa aprender a amar lentamente. Arrumar um homem pessimista ou preocupado só com o próprio umbigo é o pior que você pode fazer. Evite tipos artísticos a todo o custo, mesmo sabendo que você tem uma atração natural por eles.

FUJA DOS TIPOS: O Carnívoro (EESE)

DÊ UMA CHANCE A: O Príncipe Encantado (PGRE), O Homem Ideal (EGRE), O Vizinho (EGRI)

O nome do meu perfil: noite63

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quarta-feira, 10 de setembro de 2008

• Se eu não te amasse tanto assim

(Herbert Vianna/Paulo Sergio Valle)

Meu coração sem direção
voando só por voar
sem saber aonde chegar
sonhando em te encontrar
E as estrelas que hoje eu descobri no seu olhar
As estrelas vão me guiar

Se eu não te amasse tanto assim
talvez perdesse os sonhos dentro de mim
e vivesse na escuridão
Se eu não te amasse tanto assim
talvez não visse flores por onde eu vim
dentro do meu coração

Hoje eu sei
Eu te amei no vento de um temporal
Mas foi mais, muito além
do tempo de um vendaval
dos desejos num beijo
que eu jamais provei igual
E as estrelas dão um sinal

Se eu não te amasse tanto assim
talvez perdesse os sonhos dentro de mim
e vivesse na escuridão
Se eu não te amasse tanto assim
talvez não visse flores por onde eu vim
dentro do meu coração

* * *

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domingo, 7 de setembro de 2008

• "To nem aí"

(texto recebido sem autoria)

É impossível ser sincero sem antes apertar o botão do “To nem aí”.

Tente pra você ver! Quando não estamos com o “To nem aí” ligado, nossa espontaneidade é obrigada a ir embora para dar lugar ao jogo de xadrez do ego.

Nosso egoísmo nunca quer perder, então, cada ação e palavra precisam passar por um rigoroso vestibular de possibilidades desejáveis e indesejáveis antes de vir ao tabuleiro.

Este jogo, pro nosso egoísmo, é tudo. Nele, somos escravos do que dirão, mas uma vez presos ao tabuleiro, não vemos outra maneira de sermos felizes.

Ligar o botão do “To nem aí” é viver um outro tipo de felicidade. Uma felicidade independente das casas brancas e pretas do tabuleiro de xadrez. Uma felicidade que não é resultado do que os outros dirão. Uma felicidade espontânea como sorrir “criançamente”.

Olhamos para as crianças e as invejamos por sua espontaneidade. Crianças flutuam em seu descaso pelas regras adultas. Comem quando tem fome, dormem quando tem sono, falam o que realmente pensam e sentem, sorriem quando estão alegres e choram quando estão tristes. Crianças nascem com o “To nem aí” ligado. A educação adulta nada mais é do que uma tentativa de desviar a atenção da criança do botão da felicidade incondicional – o botão do “To nem aí” – e focar sua atenção no botão da felicidade condicionada – o botão do “E agora José?”.

Na espontaneidade do botão do “To nem aí”, não importa se a coisa está certa ou errada, To nem aí mesmo que esteja errada, não é preciso deixar de ser feliz por causa disto. Na condicionalidade do botão do “E agora José?”, tudo que importa é se a coisa está certa ou errada, pois o certo é a condição pra felicidade.

Atualmente somos adultos, então, eis a enrascada em que estamos metidos. Estamos no meio da tempestade. Mas se não podemos retroceder fisicamente no tempo e voltarmos a ser crianças, podemos retroceder consciencialmente em nossa hipocrisia e voltarmos a ser espontâneos. Retorno à inocência.

E a forma pra se fazer isto é tirando a poeira de cima do botão do “To nem aí”, religando-o. Ou seja, não adianta permanecer numa atitude de culto a nossa hipocrisia e esperar que a felicidade incondicional aflore. É impossível.

O filosofo Nietzsche, em seu livro “Assim Falou Zaratustra”, faz uma metáfora muito interessante sobre o retorno à espontaneidade. Ele diz que o homem passa por três metamorfoses.

“Primeiro o homem nasce criança, feliz incondicionalmente, espontâneo, depois, pra sobreviver ao terreno árido da condicionalidade adulta, passa pela primeira metamorfose, se transforma em homem-camelo. Vida de camelo não é fácil, o homem-camelo é um escravo do que dirão, tem que levar o mundo dos outros nas costas, mas camelo é resistente, agüenta. Então, quando o homem-camelo fica com saco cheio de ser pau mandado, vira um leão. O homem-leão só faz o que quer. Manda e desmanda. É dono do poder. Mas a ultima metamorfose não é o leão. Porque o leão ainda não encontrou a paz, a felicidade incondicional, o homem-leão só é feliz quando as situações acontecem do jeito que ele quer, só nesta condição. Então, quando o homem-leão se dá conta que este também não é o caminho, vem a terceira metamorfose, ele se transforma em criança novamente.”

Acho esta metáfora genial! E se olhamos para a velhice, veremos que realmente é o momento em que voltamos a re-ligar o botão “To nem aí”.

Não é a toa que muitos idosos parecem crianças. Eu me lembro, por exemplo, de um dia que cheguei no sitio onde meu avô morava e o encontrei de chapéu de palha na cabeça, cigarro de palha na boca, vestindo uma camiseta do “Iron Maiden” com três furos gigantes no meio.

A camiseta era minha, e minha mãe tinha doado. Minha mãe criticou, mas o velhinho estava “pouco se lixando” pra moda cowntry. Ele não precisava mais rugir pra demarcar seu território, nem carregar o mundo dos outros nas costas pra agradá-los. O velho tinha re-encontrado e re-ativado o botão do “To nem aí”.

A boa noticia é que não precisamos esperar a velhice chegar pra re-ligarmos o botão do “To nem aí”. Podemos fazer isto aqui e agora. Pra voltarmos a ser sinceros e espontâneos basta reconhecermos nossa hipocrisia.

“Um homem tinha uma casa na praia de Ipanema, uma grande família, dinheiro no bolso, cartão de crédito master of the universe, carro do ano, diploma de “PHDeus”, etc., mas, de fato, sentia que ter tudo aquilo lhe causava muito sofrimento, que era um peso nas suas costas. Sentia que nunca chegava na felicidade por mais que adquirisse bens físicos e culturais, além do que, morria de medo de perder o que tinha. Então, certo dia, viu um vagabundo andando a pé, sozinho, pelado e feliz da vida pela rua. Ele olhou pro seu sofrimento, olhou pra tudo que tinha, sentiu uma desilusão profunda e decidiu largar tudo que possuía. Despiu-se das roupas, dos sapatos, da família, do dinheiro, dos estudos, do emprego e foi morar numa floresta. Levou apenas uma cuia, que usava pra beber água. Até que, andando pela floresta, viu um macaco bebendo água com as mãos. Imediatamente o homem quebrou a cuia, pois percebeu que não precisava carregar nenhum peso.”

Esta história da cuia é uma metáfora sobre desapego.

Desapego é a base mais fundamental do caminho pra felicidade. Porém, é uma prática muito mal compreendida, inclusive entre os que se proclamam desapegados. Quando uma filosofia fala em desapego ao material, geralmente entendemos que ela está se referindo as coisas, aos objetos. Não é isto. Objetos em si são apenas objetos: coisas são só coisas. Quando não temos uma paixão (desejo) por um objeto, que apego temos pelo objeto? Nenhum. Por exemplo, que apego você tem as coisas que estão na sua lixeira? Nenhunzinho. Você quer mais é se livrar delas, por isto as jogou no lixo. Então, a prática do desapego não está em nos desapegarmos das coisas em si, mas das paixões e cultura que o ego projeta sobre as coisas.

É a paixão (desejo) que faz um objeto deixar de ser apenas um objeto e se tornar um "objeto de desejo".

A história do homem que abandona tudo, inclusive a cuia, é uma ótima metáfora pra falar sobre o desapego, mas apenas se for vista como metáfora, pois é preciso compreender que as coisas das quais devemos abrir mão pra nos livrarmos da carga de sofrimento que sentimos, não são as coisas materiais, mas as paixões e a cultura que o ego projeta sobre as coisas materiais, que o ego agrega as coisas.

Então, este desnudar que nos mantém felizes incondicionalmente, aqui e agora, é um desapego consciencial, não é físico, este desnudar é ligar o “to nem aí”.

Jesus explica isto quando diz: "esteja neste mundo, mas não seja deste mundo". Em outras palavras, quando ligamos o interruptor pro lado do “to nem aí”, automaticamente estamos desligando-o do lado do “e agora José”.

O mundo não muda, a vida não muda, mas a forma como sentimos o mundo e a vida muda completamente. É outra realidade. Outro mundo e outra vida. O “to nem aí” põe uma arma na nossa cabeça e fala que se errarmos uma vírgula do que ele quer, do que julga ser o correto, estamos mortos. O “to nem aí” não tira a arma da nossa cabeça, não tira nosso serviço, nossa paternidade, nossa maternidade, nossa cidadania, etc, mas tira a importância passional e cultural que o ego projeta sobre as coisas e situações.

Assim, ligar o “to nem aí” é mudar o mundo sem mudar o mundo. É mudar a leitura da vida sem mudar uma vírgula. Ligar o “to nem aí” é o verdadeiro desapego. Então, quando olhamos pra aparência externa de um homem que ligou o “to nem aí”, ele pode estar vestindo um terno Armani, ter muitas posses, muita cultura e etc, mas por dentro está sempre nu, pois está consciencialmente livre das projeções do seu ego.

Por isto que, mesmo que um homem assim perca o que possui do lado de fora, não perde nunca a felicidade dentro, pois a felicidade é a única coisa que realmente lhe importa.
De resto: “to nem aí”!

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segunda-feira, 18 de agosto de 2008

• Carvão


Surgiu como um clarão
Um raio me cortando a escuridão
E veio me puxando pela mão
Por onde não imaginei seguir
Me fez sentir tão bem, como ninguém
E eu fui me enganando sem sentir
E fui abrindo portas sem sair
Sonhando às cegas, sem dormir
Não sei quem é você

O amor em seu carvão
Foi me queimando em brasa num colchão
E me partiu em tantas pelo chão
Me colocou diante de um leão
O amor me consumiu, depois sumiu
E eu até perguntei, mas ninguém viu
E fui fechando o rosto sem sentir
E mesmo atenta, sem me distrair
Não sei quem é você

No espelho da ilusão
Se retocou pra outra traição
Tentou abrir as flores do perdão
Mas bati minha raiva no portão
E não mais me procure sem razão
Me deixa aqui e solta a minha mão
Eu fui fechando o tempo, sem chover
Fui fechando os meus olhos, pra esquecer
Quem é você?
Quem é você?
Quem é você?
Você...

* * *
Ana Carolina... D+

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sexta-feira, 15 de agosto de 2008

• Receita para um dia mais feliz

1 xícara de palavras amigas
2 xícaras bem cheias de compreensão
3 colheres de chá bem cheias de tempo e paciência
1 pitada de entusiasmo
1 punhado de humor

Meça as palavras cuidadosamente e acrescente as xícaras bem cheias de compreensão.
Junte, generosamente, as colheres de tempo e paciência.
Ponha logo para cozinhar, mas mantenha a temperatura baixa. Não deixe ferver.
Acrescente um punhado generoso de humor e uma pitada de entusiasmo.
Tempere a gosto com os condimentos da vida.
Sirva em porções individuais.

* * *
(autor desconhecido)

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quinta-feira, 14 de agosto de 2008

• Daniel Amaro

Daniel Amaro

Daniel é uma dessas pessoas que considero raras – inteligente, criativo e talentoso, exerce seus atributos com consciência social. Em meu primeiro contato com ele, pensei: "esse joga no meu time". Era setembro de 2004. Organizava mais um "Encontro Holístico", evento que reunia palestrantes de diversas áreas. Liguei pra ele, expliquei que o evento tinha por propósito proporcionar às pessoas conhecer os diversos caminhos do autoconhecimento e auto-ajuda. E perguntei se gostaria de participar ministrando uma oficina de dança afro e, quem sabe, até abrir o evento com apresentação de bailarinos de sua companhia. Não me perguntou se havia “cachê”, como acontecera com um palestrante budista que eu convidara e que, ao saber que oferecíamos apenas o custo de passagens e estadia, recusou o convite. Ao contrário, alegre por participar solicitou apenas uma condução para os bailarinos e ministrou a oficina – ambos foram sucesso.

Tivemos pouco contato nestes anos. Encontros em eventos e algumas aulas – faltou-me disciplina para continuar. Mas sempre acompanhei seu trabalho com a dança – sou fã – e atuação em movimentos sociais.

Nesta quarta-feira (13/agosto), tive o privilégio de recebê-lo no programa. Falando de arte, dança, cultura. Discorrendo sobre a necessidade de uma política de atenção à educação e à cultura, de inclusão. Fez um resumo de sua trajetória, do samba à dança afro, aulas, espetáculos, formação. De sua origem humilde, a consciência de criar oportunidade para aqueles que nos acostumamos a chamar de “menos favorecidos”.

Valeu, Daniel! Tá valendo!

* * *
Serviço: Cia de Dança Afro Daniel Amaro
R. Dr. Amarante, 1009 – fone: 3027-1614
e-mail: amarodaniel@bol.com.br

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segunda-feira, 11 de agosto de 2008

• Do interesse à saudade...

INTERESSE...
...é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.

VONTADE...
...é um desejo que cisma que você é a casa dele.

INDECISÃO...
...é quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que devia querer outra coisa.

PAIXÃO...
...é quando, apesar da palavra “perigo”, o desejo chega e entra.

LEMBRANÇA...
...é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.

SAUDADE...
...é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.

* * *
Segundo Clarice (a Lispector): "Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida."

pois é... tô faminta!

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terça-feira, 5 de agosto de 2008

• Estamos sempre querendo um amor...

(Elisa Lucinda)

Contudo sempre quis um amor que me coubesse futuro
e me alternasse em menina e adulto
que ora eu fosse o fácil, o sério
e ora um doce mistério
que ora eu fosse medo-asneira
e ora eu fosse brincadeira
ultra-sonografia do furor,
sempre quis um amor
que sem tensa-corrida-de ocorresse.

Sempre quis um amor que acontecesse sem esforço
sem medo da inspiração por ele acabar.

Sempre quis um amor de abafar,
(não o caso)
mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente nas nossas mãos.
Sem senãos.

Sempre quis um amor com definição de quero
sem o lero-lero da falsa sedução.

Eu sempre disse não à constituição dos séculos
que diz que o "garantido" amor é a sua negação.

Sempre quis um amor que gozasse
e que pouco antes de chegar a esse céu se anunciasse.

Sempre quis um amor que vivesse a felicidade
sem reclamar dela ou disso.

Sempre quis um amor não omisso
e que suas estórias me contasse.

Ah, eu sempre quis um amor que amasse.

* * *
mais Elisa...

"...O animal que eu quero não mora comigo, não almoça mais comigo, não brinca mais, não me telefona, não me advinha os pensamentos, não me acompanha ao crepúsculo, não gane querendo dengo, nossos signos parecem não mais combinar. O animal que quero, pensa demais e por isso não passeia mais comigo. E o pior: Não me lambe mais."

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sexta-feira, 25 de julho de 2008

• Quem disse que ser adulto é fácil?

(autoria desconhecida)

Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
- 'Ah,terminei o namoro...'
- 'Nossa,quanto tempo?'
- 'Cinco anos... Mas não deu certo... acabou.'
- É, não deu...?
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.

Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro.
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.

Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante... e se o beijo bate... se joga... senão bate... mais um Martini, por favor... e vá dar uma volta.

Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.

Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por dó também.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria compania?

Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer...
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.

Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.

Enfim... quem disse que ser adulto é fácil?

* * *
– Adorei, Ricardo!

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• Necessária tempestade...

Estava tudo escuro, exceto onde o relâmpago cortava o céu. O vento sibilava e as águas caíam, diluviais. Que devastação!

Mas não demorou muito, os relâmpagos cessaram, os raios silenciaram, a chuva parou, as nuvens se foram com o vento manso e apareceu o arco-íris.

Então, durante várias semanas, os campos ficaram cobertos de flores e, por todo o verão, a grama esteve mais verde, os ribeiros mais cheios e as árvores mais frondosas.

Tudo porque a tempestade havia passado por ali.

Theodore Parker (1810-1860)

* * *
– Grata, Mª Tereza. Amei!

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